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STF julga Braga Netto por participação em suposto plano golpista
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta terça-feira, 2, o julgamento do general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro. Ele é acusado de integrar o núcleo responsável pelo planejamento de um golpe de Estado após as eleições de 2022.
A Procuradoria-Geral da República aponta Braga Netto como parte da liderança de uma organização criminosa armada. Segundo os autos, ele participou de reuniões com militares das Forças Especiais e tratou de um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que previa neutralizar autoridades, entre elas o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes. Depoimentos de colaboradores da investigação também indicam que o general teria arrecadado recursos para financiar a ação, entregues em espécie a militares envolvidos.
Na fase de alegações finais, a defesa pediu absolvição e argumentou que o STF não tem competência para julgar o caso, sugerindo que o processo seja remetido à primeira instância. Também requereu a suspeição do ministro Alexandre de Moraes, sustentou que a acusação se apoia em delações contraditórias e alegou que o “Punhal Verde e Amarelo” não passava de um rascunho sem concretude. A defesa ainda negou a entrega de dinheiro e contestou provas como interceptações e mensagens, apontadas como adulteradas.
Braga Netto foi indiciado em novembro de 2024 por tentativa de golpe e obstrução de Justiça. Desde dezembro, cumpre prisão preventiva no Rio de Janeiro. Em julho, a PGR pediu sua condenação junto aos demais acusados do núcleo central. O julgamento desta semana marca a etapa final após a fase de instrução.
Além de Braga Netto, outros sete acusados compõem o chamado núcleo crucial, entre eles Jair Bolsonaro e ex-ministros militares. Todos respondem por crimes semelhantes ligados à tentativa de impedir a posse de Lula em 2023.
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