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CPMI do INSS avança com foco em ‘caso Lulinha’ e abre disputa por prorrogação
A CPMI do INSS entrou na reta final com o prazo de encerramento previsto para 28 de março, enquanto a presidência do colegiado articula uma prorrogação por mais 60 dias. O argumento é que ainda há diligências pendentes e necessidade de aprofundar a apuração sobre descontos ilegais e fraudes envolvendo benefícios do INSS.
No centro da nova escalada política, a comissão aprovou, no último dia 26, um pacote de 87 requerimentos — em votação simbólica e em bloco — que inclui quebras de sigilo bancário e fiscal com destaque para Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sessão foi marcada por protestos e discussão sobre o procedimento de votação.
O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), sustenta que a pauta foi aprovada integralmente e reforça a necessidade de extensão do prazo. A eventual prorrogação passa pela condução da Mesa do Senado, sob Davi Alcolumbre (União-AP).
O relator Alfredo Gaspar (União-AL) é o responsável por parte das linhas investigativas e defende que o colegiado prossiga para concluir a responsabilização dos envolvidos. No embate interno, parlamentares governistas, como Paulo Pimenta (PT-RS), contestaram a forma de deliberação e o registro da votação.
Da Redação
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