Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Metade das assinaturas por CPMI do INSS vem da base de Lula; oposição quer expor desistências
A oposição pretende tornar públicos os nomes de parlamentares que retirarem apoio ao pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre fraudes no INSS. O requerimento foi protocolado nesta segunda-feira (12), após semanas de articulação.
A ofensiva mira partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), responsáveis por quase metade das assinaturas. A estratégia é constranger deputados e senadores que, sob influência do governo, desistirem do apoio.
O PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, contribuiu com seis assinaturas. O União Brasil, que ocupa três ministérios e é associado à cota do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), somou 39 apoios. O PP, responsável pelo Ministério do Esporte, deu 28 assinaturas. PSD e MDB, também com três pastas cada, somaram 20 e 15 apoios, respectivamente.
Inicialmente, a oposição retardou o protocolo para ampliar o número de signatários, mesmo já tendo o mínimo exigido. A manobra funcionou. Só nesta segunda, mais 10 nomes aderiram. Agora, a aposta é de que a exposição do pedido traga visibilidade e atraia novos apoios.
Para que a CPMI seja instalada, o requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso Nacional, sob comando de Alcolumbre. A próxima reunião está prevista para 27 de maio. Até o momento, o senador tem sinalizado resistência à comissão.
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