Reprodução

Prisão preventiva pressiona aliados; Bolsonaro mantém rotina

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta comportamento estável desde que foi preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no sábado, 22. Relatos descrevem calma emocional, rotina diante da TV e interações sem sinais de surto.

Segundo pessoas que o acompanham, ele caminha de um lado a outro na sala de cerca de 12 metros quadrados. Nas conversas com agentes, mantém-se equilibrado. Passa longos períodos assistindo à programação televisiva.

A defesa voltou a pedir prisão domiciliar de caráter humanitário. O argumento cita sequelas da facada de 2018 e comorbidades físicas. Os advogados afirmam que a violação da tornozeleira decorreu de um “surto psíquico” provocado por efeito colateral de medicamento.

A tentativa de danificar o equipamento com um ferro de solda embasou a decisão judicial que determinou a prisão ainda na madrugada de sábado. O caso avança em duas frentes: a perícia sobre a tornozeleira e a análise dos pedidos apresentados pela defesa.

O quadro descrito até aqui aponta um ambiente controlado, sem episódios de desorganização. A rotina na PF contrapõe versões em disputa: de um lado, laudos e imagens do dispositivo; de outro, a tese de desequilíbrio momentâneo induzido por remédio.

No campo político, a estabilidade reduz a força do discurso que aposta em agravamento clínico. Ao mesmo tempo, a prisão preventiva pressiona aliados, que pesam custos de sustentação pública e riscos jurídicos. Até agora, prevalece o registro de normalidade no comportamento do ex-presidente durante a custódia.

Da Redação

Fred Lima

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Content is protected !!