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Parlamentares evangélicos se manifestam sobre suposto apoio ao pastor da Igreja Filadélfia no Guará (DF)
Após o escândalo de abuso sexual contra menores, o líder de jovens Gabriel Campos foi preso em 19 de dezembro de 2025, na Operação Pensilvânia. Dias depois, o portal Lupa Política divulgou denúncia do Ministério Público de 2015 sobre fraude nas atas da eleição da diretoria atribuída ao pastor-presidente Marcos Campos, pai de Gabriel. Desde então, surgiram relatos de bastidor: ele teria dito a alguns membros da igreja que contava com apoio de parlamentares evangélicos do DF para manter-se no cargo.
Para checar a versão, o portal ouviu três parlamentares evangélicos citados nos bastidores, um de cada Casa: a Câmara Legislativa, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Daniel de Castro (PP)
O deputado distrital esclarece que é pastor da Assembleia de Deus, Ministério de Madureira, e não da denominação batista. Segundo ele, não tem o aval político da igreja, que apoia outro nome. Afirma que esteve na Filadélfia apenas uma vez, há 15 ou 20 anos, em visita ao pastor Marcos, fora de culto religioso. A foto com o pastor, segundo ele, foi tirada em um almoço no ParkShopping, quando Marcos pediu a alguém que registrasse a imagem.
Rafael Prudente (MDB)
O deputado federal explica que não possui qualquer acordo político com o pastor. Acrescenta, ainda, que o último contato com Marcos foi em 2014, ocasião em que o parlamentar esteve na igreja. Em relação aos processos, acusações e denúncias que envolvem o nome do pastor e de seu filho, Rafael diz que tais questões devem ser respondidas exclusivamente pelo próprio Marcos, no âmbito da Justiça, e que não cabe a ele comentar. É responsabilidade do acusado apresentar sua defesa diante das denúncias que lhe foram imputadas.
Damares Alves (PL)
A senadora informa que o diácono Marco Antônio Toccolini, da Filadélfia, integra sua cota técnica (equipe dela) e não é indicação do pastor-presidente. Acrescentou que o diácono não tem qualquer envolvimento com o caso. Sobre a denúncia de abuso sexual, Damares reiterou o posicionamento já expresso e cobrou apuração e providências.
O outro lado
O pastor Marcos, presidente licenciado da Igreja Batista Filadélfia, afirmou em nota que a denominação não é “patrimônio de qualquer segmento político”. Ele enfatizou que a igreja adota regime congregacional, com decisões tomadas pela comunidade local.
Segundo Marcos, a presença de fiéis que atuam na esfera pública é comum em Brasília, mas isso não torna a igreja “essencialmente política”. Ele classificou como “estapafúrdia” a ideia de que políticos sem vínculo de membresia possam interferir em assuntos internos da instituição.
O pastor afirma que as igrejas históricas, como batistas e presbiterianas, possuem estatutos e regimentos alinhados ao Código Civil, o que impede ingerência externa. Acrescenta que equipe pastoral, diáconos e liderança “não se submeteriam” a intervenções desse tipo.
A nota conclui que, nas igrejas batistas, pastores permanecem nos cargos conforme determinam os estatutos. Marcos disse manter-se “à disposição” e reiterou a expectativa de uma cobertura de imprensa relevante para a sociedade.
Da Redação
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