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Aliados veem brecha para prisão domiciliar de Bolsonaro
A defesa e aliados de Jair Bolsonaro (PL) apostam que o laudo médico da Polícia Federal, previsto para chegar ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes até sexta-feira, 6, possa abrir caminho para prisão domiciliar. O ex-presidente está custodiado na unidade conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, desde 15 de janeiro.
Segundo apuração da emissora, três cenários estão na mesa: manter o ex-presidente na Papudinha, transferi-lo para uma unidade hospitalar do sistema prisional ou conceder domiciliar. A avaliação médica foi determinada por Moraes ao autorizar a transferência da sede da PF para a Papudinha, decisão que também condiciona nova análise do pedido humanitário da defesa.
Os advogados relatam piora do quadro clínico, com episódios de vômito e crises de soluço, e cobraram celeridade na entrega do laudo. A perícia da PF ocorreu em 20 de janeiro; o prazo inicial era de dez dias. O documento embasará eventual reavaliação do regime prisional.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, fixada em regime inicial fechado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado em 2023. Em 15 de janeiro, Moraes negou domiciliar e determinou a ida para a Papudinha, com realização de nova perícia.
Antes da transferência, o ex-presidente foi preso em 22 de novembro de 2025 após violar as condições da domiciliar — laudo do Instituto Nacional de Criminalística apontou tentativa de romper a tornozeleira com ferro de solda.
Técnicos ressaltam que a decisão sobre o regime caberá ao relator, que já rejeitou pedidos anteriores da defesa por mudança de custódia. A possibilidade de domiciliar dependerá do que a perícia indicar sobre a necessidade de cuidados fora do ambiente atual.
Da Redação
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