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Na Lupa: O mimimi autoritário de Fábio Félix e a resposta da malagueta
Como nada na política é perfeito — pelo contrário, há muitas imperfeições —, todos os espectros têm suas falhas. Na esquerda, identificam-se várias, mas o vitimismo exacerbado é um dos destaques. Um dos famosos episódios ocorreu com o então deputado Jair Bolsonaro, em 2003, quando, após ser ameaçado de ser agredido pela deputada petista Maria do Rosário, prometeu revidar. O ex-presidente errou, pois a força masculina é considerada muito superior à feminina. Só que o palco do vitimismo estava montado pela parlamentar. Tal episódio foi usado pela esquerda até mesmo na eleição presidencial de 2022, dezenove anos após o ocorrido.
Ontem (16) foi a vez do deputado distrital Fábio Félix (PSOL) vestir o manto de vítima diante da reação de policiais militares à sua intervenção autoritária no Bloco Rebu, no Setor Comercial Sul, em Brasília (DF). Na ocasião, dois suspeitos de tráfico de drogas foram presos pela Polícia Militar. A coordenadora do evento buscou impedir a ação e acabou presa. Nesse instante, Félix aparece para questionar a ação policial e utiliza o mandato de deputado distrital como uma espécie de “imunidade parlamentar” para exigir explicações da PMDF. Ao insistir em tal abordagem autoritária, um dos policiais saca o spray de pimenta e joga no rosto do distrital. A partir daí, o abuso de poder começa a ganhar grandes proporções, com frases do tipo: “Você sabe com quem está falando?”
A verdade é que a esquerda nunca foi muito fã de ações policiais, ainda mais as da ala radical, como a de Fábio. O PSOL, legenda do distrital, defende a desmilitarização da polícia, algo bastante criticado por partidos de direita, que alegam que isso pode reduzir a capacidade de resposta em crises, operações e confronto com crime organizado. Além disso, poderia enfraquecer a hierarquia e a disciplina, vistas como essenciais na rua.
Não é a primeira vez que Félix reage de forma contrária à ação da PM no carnaval. Em 2023, o deputado criticou a corporação por repressão contra o Bloco do Peleja. À época, ele disse: “Eles estão trabalhando e as pessoas querem se divertir, por isso o foco não deve ser reprimir. É preciso adotar uma visão de generosidade, para fazer do carnaval uma festa da paz e da alegria”.
O tráfico de drogas não deve ser reprimido? A polícia tem de ser “generosa” com traficantes e usuários de drogas? Enquanto os olhos do parlamentar ardiam, o comércio de entorpecentes foi combatido com maestria pela PM.
Na prática, quem atuou conforme o dever funcional foi a polícia. Fábio Félix quis agir onde não lhe competia e, como presidente de uma comissão importante do Legislativo local, preocupou-se mais com os direitos dos “manos”.
Malagueta neles!
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