Alex Ferro/Riotour

Frentes cristãs anunciam ações após ala de desfile que homenageou Lula

As frentes parlamentares Evangélica e Católica no Congresso cobraram providências e disseram que devem acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Justiça por causa de uma ala do desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A escola se apresentou no domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Carnaval do Rio.

A reação mira a ala batizada de “neoconservadores em conserva”. O trecho do desfile levou à avenida fantasias com pessoas dentro de latas, em uma sátira a grupos identificados como oposição ao presidente.

O que dizem as frentes

A Frente Parlamentar Evangélica afirmou, em nota, que a escola transformou uma manifestação cultural em ataque à fé cristã e a valores conservadores. O grupo informou ter 210 deputados e 26 senadores e prometeu buscar responsabilização “cível e criminal” dos envolvidos.

A Frente Parlamentar Católica disse ver indícios de que o desfile extrapolou limites legais ao tratar de convicções religiosas. Com 194 deputados, o colegiado pediu apuração e eventual responsabilização, caso se confirmem irregularidades.

As frentes citaram o uso de recursos públicos no Carnaval do Grupo Especial. Segundo informações, as 12 escolas receberam R$ 1 milhão cada, por meio de acordo entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

A Embratur informou, em janeiro, que o acordo prevê R$ 12 milhões, divididos de forma igual entre as 12 agremiações, com participação do Ministério da Cultura.

Ações na PGR e crítica da OAB-RJ

Parlamentares de oposição já tinham acionado a PGR na segunda-feira (16). A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) também criticou o desfile e afirmou que houve preconceito religioso contra cristãos.

No pedido à PGR, o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) apontaram ridicularização pública de evangélicos e citaram possíveis crimes ligados a discriminação e escárnio por motivo de crença. Malta também levou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a alegação de mensagem político-eleitoral no desfile.

Da Redação

Fred Lima

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