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Nunes Marques assume TSE e põe urnas e IA no centro da eleição de 2026

O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse nesta terça-feira (12) como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele terá a tarefa de conduzir as Eleições Gerais de 2026, com André Mendonça na vice-presidência da Corte. Os dois foram eleitos em 14 de abril e comandarão o tribunal até maio de 2027.

No discurso de posse, Nunes Marques afirmou que a prioridade da nova gestão será garantir eleições “limpas e transparentes”. O ministro disse que o TSE deve organizar, orientar e fiscalizar o pleito para assegurar que cada voto seja contado como expressão da soberania popular.

O novo presidente também fez uma defesa direta das urnas eletrônicas. Para ele, o sistema eletrônico de votação é um “patrimônio institucional” da democracia brasileira. Nunes afirmou ainda que o modelo usado no país é “o mais avançado do mundo”, sem afastar a necessidade de aperfeiçoamento constante.

A inteligência artificial deve ocupar lugar central na gestão. Marques disse que novas tecnologias podem ampliar vozes e fortalecer o pluralismo, mas também podem ameaçar o processo democrático quando usadas de forma desordenada. Ele citou a desinformação e a manipulação do debate público como riscos reais.

“O futuro da nossa democracia não será delineado por máquinas”, afirmou o ministro, ao defender que a decisão política continue nas mãos do eleitor. A frase resume o tom da posse: confiança no voto, atenção à tecnologia e tentativa de equilibrar liberdade de expressão com proteção do processo eleitoral.

Nunes Marques substitui a ministra Cármen Lúcia, que deixou a presidência do TSE após um ano e 11 meses. A cerimônia reuniu autoridades dos três Poderes, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Natural de Teresina, Nunes chegou ao Supremo Tribunal Federal em 2020. Antes, atuou como advogado, juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. No TSE, assumiu a vice-presidência em maio de 2024 e agora passa a comandar a Corte no ano da eleição presidencial.

Da Redação

Fred Lima

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