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Maioria dos que conhecem caso Master atribui responsabilidade ao governo Lula, diz PoderData

Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira, 25, mostra que 54% dos brasileiros que dizem conhecer o caso Banco Master atribuem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade por ter permitido as irregularidades investigadas. Outros 29% apontam a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O levantamento indica que o caso ganhou alcance nacional. Segundo a pesquisa, 86% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento do episódio. Outros 9% disseram desconhecer o caso, e 6% não souberam responder.

O PoderData/Aya fez duas perguntas aos entrevistados. Primeiro, quis saber se eles tinham ouvido falar do caso Banco Master, que envolve acusações de fraude bancária, lavagem de dinheiro, compra de leis e corrupção. Depois, perguntou apenas aos que conheciam o episódio quem seria o principal responsável por permitir as ilegalidades.

O resultado mostra avanço da percepção negativa sobre Lula em relação à rodada anterior. No levantamento feito de 30 de maio a 1º de junho, 48% dos que conheciam o caso atribuíam a responsabilidade ao governo atual, enquanto 32% apontavam a gestão Bolsonaro.

O caso Master virou um dos principais temas da disputa política. Governistas tentam associar as irregularidades ao período Bolsonaro, ao ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A oposição busca vincular o escândalo ao governo Lula e a aliados do PT.

As investigações apuram suspeitas de fraude bancária, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal também mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, em fase recente da Operação Compliance Zero. Wagner nega irregularidades.

A pesquisa foi feita de 21 a 24 de junho, por telefone, com 2.400 entrevistas em 617 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-05722/2026.

Da Redação

Fred Lima

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