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Flávio usa caso Lulinha para atacar Lula: ‘Não precisa nem fazer teste de DNA’
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, usou as investigações que envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para atacar o adversário nesta quinta-feira (20). Durante uma transmissão ao vivo, Flávio associou as suspeitas investigadas pela Polícia Federal ao presidente e afirmou que Lulinha “não precisa nem fazer teste de DNA”.
“Pelo modus operandi, o Lulinha não precisa nem fazer teste de DNA. Todo mundo já sabe de quem ele é filho, né?”, disse Flávio. A declaração ocorreu durante uma live semanal voltada a apoiadores e integrantes da campanha presidencial.
O filho de Lula aparece atualmente em três inquéritos da Polícia Federal sob suspeita de tráfico de influência. As apurações analisam, entre outros pontos, uma possível atuação em favor de empresas interessadas em negócios com órgãos do governo federal. Fábio Luís não foi condenado e sua defesa nega participação em irregularidades.
Uma das investigações apura se Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger atuaram para favorecer a World Cannabis, empresa ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negócios relacionados ao Ministério da Saúde. Outra apuração verifica uma possível atuação junto à Dataprev em benefício de um empresário. Um terceiro inquérito também trata de suspeitas de tráfico de influência.
Durante a transmissão, Flávio citou mensagens atribuídas a Roberta e afirmou que as suspeitas alcançam politicamente o Palácio do Planalto. O candidato do PL tenta transformar as investigações sobre Lulinha em um dos principais temas de enfrentamento com Lula durante a campanha presidencial.
Defesa nega irregularidades
Os advogados de Fábio Luís afirmam que ele não tem ligação com irregularidades. A defesa reconhece que o Careca do INSS custeou despesas de uma viagem do empresário a Portugal, mas sustenta que o convite teve como objetivo uma visita à produção de medicamentos à base de canabidiol. Segundo os advogados, Lulinha não participou de negociações nem investiu na empresa envolvida.
A defesa também questiona a divulgação de mensagens atribuídas aos investigados e afirma que não é possível, neste momento, confirmar a autenticidade de todo o material tornado público. Os advogados acusam ainda setores da Polícia Federal de promover vazamentos com finalidade política e eleitoral.
Lula declarou nos últimos dias que o filho não receberá proteção por parte do governo. O presidente afirmou acreditar na inocência de Fábio Luís, mas disse que ele deverá responder caso as investigações comprovem alguma responsabilidade.
Economia e segurança entram na live
Flávio também usou a transmissão para apresentar propostas econômicas e de segurança pública. Participaram da live Daniella Marques, que auxilia a campanha na área econômica, e Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e candidato ao Senado.
Na economia, a campanha voltou a abordar o endividamento das famílias e prometeu reduzir despesas do governo. Flávio também defendeu uma atuação maior da Caixa Econômica Federal em programas destinados a famílias endividadas.
Na segurança pública, o candidato reiterou a proposta de reduzir para 14 anos a maioridade penal nos casos de crimes hediondos. Ele pediu apoio eleitoral a candidatos ao Congresso que assumam compromisso com a mudança.
Da Redação
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