CLDF: Fábio Felix e a incansável tentativa de “canonizar” Marielle Franco

Foto: Alexandre Bastos/Mandato Fábio Felix

Por Fred Lima

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), ocorrido no dia 14/3/2018, foi um ato lamentável da história política brasileira. Quem pensa o contrário precisa urgentemente de um psiquiatra. O problema é que após a triste execução da vereadora surgiu uma campanha patrocinada por vários veículos de comunicação para que ela seja “canonizada” e tratada como uma espécie de Martin Luther King de saias. Não é por aí.

O mandato de Marielle só durou um ano na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Antes, a socialista tinha trabalhado com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), quando este foi eleito deputado estadual em 2006. A trajetória da vereadora foi marcada pela luta em prol das causas da comunidade LGBT. Além disso, denunciava o uso de força policial contra as comunidades carentes.

Marielle foi uma política comum no cenário carioca, nada de excepcional. Com a sua morte, correligionários de outros estados e do Distrito Federal, como o deputado distrital Fábio Félix, passaram a tratá-la como mártir, propondo que monumentos e praças recebam o seu nome. Até a prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo, anunciou que irá propor a criação de um lugar dedicado à memória da vereadora carioca.

Ontem (31), o sétimo feminicídio foi registrado no DF só este ano. Enquanto isso, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, que é presidida por Félix, realizou audiência nesta segunda-feira (1) para discutir o projeto de lei que dá o nome de Marielle Franco ao espaço em frente à estação de metrô Galeria dos Estados (PL nº 167/2019). Parece que a proposição é o carro-chefe do mandato do socialista no Legislativo local, não outros projetos que possam contribuir para o fim da violência na cidade pela qual foi eleito.

Que os políticos cariocas possam buscar meios para se homenagear Marielle e que os parlamentares de Brasília se preocupem mais com os moradores da cidade que legislam!

Forçar a barra não dá certo.

Da Redação

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