Fábio Félix e a defesa do indefensável. Ou: A inversão de valores na sociedade

Foto: Reprodução/Vídeo

Por Fred Lima

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, Fábio Félix (PSOL), divulgou nota repudiando a atitude do policial militar que apartou uma briga entre estudantes no Centro de Ensino 07 de Ceilândia, na manhã desta sexta-feira (26). Na ocasião, o PM precisou imobilizar um dos alunos para evitar que a briga ganhasse maiores proporções. Segue a nota:

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu diversas denúncias acerca de violência cometida por policial militar contra aluno do CED 07, escola pública militarizada no início do ano. Em diligência realizada na manhã de hoje (26) foi constatada a ocorrência. A justificativa da direção da escola e dos policiais foi a de “separação de briga entre alunos”.

A CDH repudia a atitude e informa que adotará todas as medidas institucionais cabíveis, inclusive acionando o Ministério Público para que se manifeste acerca dessa arbitrariedade e grave violação de direitos. A atitude dos policiais e a desproporcionalidade da força aplicada mostram o despreparo das pessoas envolvidas no projeto de militarização do GDF. São cenas deploráveis e inaceitáveis e que atestam a nossa posição de falta de qualquer planejamento e inaptidão dos profissionais que deveriam proteger os estudantes.

No início do mês, a Comissão de Direitos Humanos da CLDF instituiu o Observatório da Militarização das Escolas justamente para colher denúncias dessa natureza e para atuar na defesa da integridade física e moral de estudantes, alunos e policiais. Não aceitamos a atitude violenta, ainda que seja usada como justificativa para conter brigas entre os estudantes.

Comento

A que ponto chegou a deturpação dos direitos humanos. Imobilizar aluno agressor em escola pode render punição para o policial que precisou agir rápido para evitar uma confusão generalizada. A direção da escola, a Secretaria de Educação e a Polícia Militar consideraram o ato correto, ao contrário do Sindicato dos Professores, que enxergou excessos por parte do policial.

A CDH da Câmara Legislativa, por meio de seu presidente, acionará o MP por ter avaliado que o PM violou os direitos humanos (o quê?). Repito: a que ponto chegou a inversão de valores.

Os vídeos divulgados pelo portal Metrópoles não indicam “cenas deploráveis e inaceitáveis”, como diz a nota. As gravações não mostraram nada que pudesse ferir os direitos humanos do aluno. Ele não foi agredido, mas imobilizado.

Para a esquerda, o agressor é vítima da sociedade, enquanto quem faz a prevenção e a repreensão (quando necessária) acaba sendo o criminoso.

É o direito “dos manos”.

Da Redação

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