Ibaneis recarrega a caneta durante o recesso parlamentar e risca o nome da comandante-geral da PM. Ou: O apolitismo tem vida curta em qualquer governo

Foto: Reprodução

Por Fred Lima

Desde abril, a cabeça da então comandante-geral da PMDF, Sheyla Sampaio, vinha sendo colocada à prêmio nas rodas de conversas dos bastidores da política local. A reclamação dos militares era quase unânime: Sheyla não tinha comando e acabou se fechando em seu gabinete. Apenas pessoas próximas ao círculo da comandante a defendiam e diziam que ela estava no rumo certo.

A desculpa das resistências de Sheyla quanto à criação de uma unidade de saúde específica para atender servidores da Secretaria de Segurança Pública, em substituição à Policlínica da PM, é apenas uma cortina de fumaça, de acordo com fontes ouvidas pelo Blog. Na verdade, a comandante obteve apoio da corporação contra a inclusão de outros servidores, como os policiais civis e os bombeiros.

O que derrubou Sheyla não foi o futuro Hospital da Segurança, mas a forma independente e apolítica que ela conduzia a PM, tratando o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, como a rainha da Inglaterra, fora o temperamento ríspido com aqueles que não participavam de seu grupo dentro da categoria. Coisas do machismo? Pouco provável.

Ao ter aceitado assumir um cargo de indicação política, Sheyla Sampaio esqueceu que o trato com membros do governo, da imprensa e da PM era fundamental para a sua permanência à frente do comando-geral.

Quis ser apolítica em um segmento que respira e transpira política, assim como as demais categorias da segurança pública. Nesse caso, era melhor ter recusado o convite feito pelo governador eleito em novembro passado.

Da Redação

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