Palácio do Buriti, Plano Piloto, Brasília, DF, Brasil 16/4/2018 Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília. Para pesar menos no bolso do contribuinte e facilitar o pagamento de dívidas com a administração pública, o governo de Brasília vai mudar a base de cálculo na correção dos valores dos débitos. O governador Rodrigo Rollemberg sancionou, nesta segunda-feira (16), o projeto que promove essa alteração. As dívidas, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, são atualizadas com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais juros mensais de mora (1%). Hoje, essa taxa de correção seria de 13,55% ao ano — o INPC está em 1,55%. O deputado distrital Agaciel Maia. Leia a matéria no site da Agência Brasília: https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2018/04/16/rollemberg-sanciona-mudanca-no-calculo-da-correcao-de-dividas-no-df/

NAS ENTRELINHAS: A lupa em Agaciel

Por Fred Lima

No dia 13/7/2019, o Blog do Fred Lima publicou o artigo: A ‘bala perdida’ em Agaciel’. Segue parte do texto:

No meio policial, uma investigação muitas vezes abre brecha para outra ainda maior. Foi o que aconteceu no dia 4 de julho, na Câmara Legislativa do DF. Cumprindo mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado Robério Negreiros (PSD) e na Diretoria Legislativa da Casa, agentes da Polícia Civil acabaram acertando outro alvo: Agaciel Maia (PR).

Canhotos de cheques nominais a Agaciel foram encontrados em uma das gavetas da mesa do diretor-legislativo da CLDF, Arlécio Alexandre Gazal. O total chega a R$ 300 mil. Além dos canhotos, foi apreendido um contrato de compra e venda de uma residência no litoral do Rio Grande do Norte, que seria de propriedade do deputado. O imóvel foi repassado a Gazal em uma provável transação financeira no valor de R$ 500 mil.

Comento

Após a descoberta de canhotos de cheques nominais a Agaciel, os investigadores solicitaram quebra dos sigilos bancário e fiscal do distrital, conforme matéria publicada pelo portal Metrópoles.

Agaciel Maia pode estar diante do maior inferno astral de sua vida, até mesmo superior ao escândalo dos “atos secretos” que lhe custou o cargo de diretor-geral do Senado. A evolução patrimonial do parlamentar mais do que dobrou desde 2010, ano em que ele venceu a primeira eleição à CLDF.

Ao Metrópoles, Agaciel afirmou que seu patrimônio “(…) foi todo constituído de fonte comprovada e oficial. Não tenho sigilo em nada. Só tenho conta bancária em órgãos de governo (CEF e BRB), só tenho um único telefone há 30 anos. Hoje, tenho 61 anos e trabalho desde os 18 anos. Ninguém precisa quebrar meu sigilo, eu mesmo autorizo”, disse. “Há 42 anos, a Receita Federal aprova minha Declaração de Imposto de Renda, nunca tive qualquer ressalva, por ter sua constituição só de recursos oficiais, com fontes comprovadas”, concluiu.

Agora, a pergunta que não quer calar: o que canhotos de cheques nominais a Agaciel Maia estavam fazendo em uma das gavetas da mesa do diretor-legislativo da CLDF?

Com a palavra, a Polícia Civil.

Da Redação

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