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Lula sobre tarifas de Trump: ‘Arbitrárias e desestabilizadoras’
Durante a abertura da cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), realizada nessa terça-feira (9) em Tegucigalpa, Honduras, o presidente Lula (PT) criticou medidas protecionistas, sem mencionar diretamente os Estados Unidos.
Lula condenou o uso de “tarifas arbitrárias”, afirmando que esse tipo de política econômica desestabiliza mercados e encarece produtos. Segundo ele, guerras comerciais “não têm vencedores”. Também manifestou preocupação com a criminalização de migrantes e com políticas que, segundo ele, ferem a dignidade humana.
O presidente brasileiro fez ainda a defesa da democracia e alertou para tentativas recentes de golpe na América Latina. Disse que grupos poderosos atuam contra a soberania dos países da região, numa crítica velada à influência estrangeira.
O Brasil levou três propostas à cúpula: uma candidatura única da região à liderança da ONU, de preferência de uma mulher; a reativação de um grupo de trabalho sobre migração; e uma declaração conjunta sobre mulheres, paz e segurança.
O encontro acontece após o anúncio de novas tarifas comerciais por Donald Trump, em meio a disputas internas na Celac. Países como a Argentina, alinhados ao ex-presidente dos EUA, dificultam a formação de um consenso para a declaração final da cúpula.
Lula destacou que o Brasil está protegido de choques externos graças às reservas internacionais de US$ 350 bilhões. O país voltou a integrar a Celac em 2023, após ter deixado o bloco em 2020 durante o governo Bolsonaro.
Ao final de seu discurso, o presidente alertou para os riscos da fragmentação política na região:
“Se seguirmos separados, a comunidade latino-americana e caribenha corre o risco de regressar à condição de zona de influência em uma nova divisão do globo entre superpotências. O momento exige que deixemos as diferenças de lado.”
Da Redação
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