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Estados Unidos cancelam vistos da esposa e da filha do ministro Alexandre Padilha
O governo dos Estados Unidos cancelou os vistos da esposa e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A decisão foi comunicada por e-mail nesta sexta-feira (15) pelo consulado norte-americano em São Paulo.
Segundo o comunicado, após a emissão dos vistos surgiram informações que tornaram ambas “inelegíveis” para mantê-los. O ministro não foi afetado, pois seu visto está vencido desde 2024.
A medida faz parte de um conjunto de sanções adotadas recentemente pelo Departamento de Estado dos EUA. O foco são autoridades brasileiras e ex-integrantes do governo envolvidos com o programa Mais Médicos e com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Entre os atingidos estão Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da Saúde e atual coordenador-geral do COP30.
O governo dos EUA alega que o Mais Médicos foi usado como ferramenta de exportação de mão de obra forçada. Na avaliação da diplomacia americana, a Opas atuou como intermediária, contornando sanções impostas a Cuba.
Nos últimos meses, também foram adotadas medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes teve o visto revogado e foi incluído na lista da Lei Magnitsky, que prevê punições para violações de direitos humanos. Há indícios de que outros ministros também foram afetados, embora não haja confirmação oficial.
Até agora, Padilha não se pronunciou diretamente sobre o cancelamento dos vistos da esposa e da filha. Em manifestações anteriores, defendeu o programa Mais Médicos e criticou as sanções, afirmando que os profissionais brasileiros não se curvarão a pressões externas.
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