Rômulo Carvalho

Goiás vira referência nacional em hospitais do SUS e alcança 2º lugar em ranking dos 100 melhores; Caiado parabeniza profissionais

Goiás conquistou o 2º lugar entre os estados com mais unidades exclusivas do SUS no ranking dos 100 melhores hospitais públicos do país. O levantamento, divulgado por Ibross em parceria com a Opas, aponta 10 instituições goianas na lista (10% do total) atrás apenas de São Paulo, com 30. O resultado consolida a regionalização da rede e a ampliação do atendimento gratuito em todas as regiões.

O governo atribui o desempenho à gestão eficiente, a metas claras e à expansão de serviços. O indicador considera critérios técnicos, como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e mortalidade e estrutura de suporte intensivo. O estudo contou com apoio técnico de IES, Conass e Conasems.

O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) destacou o papel das equipes que atuam na linha de frente e na administração. “Parabenizo os profissionais de saúde e reafirmo minha gratidão pela dedicação de todos. Esse reconhecimento é resultado da gestão eficiente dos hospitais e do uso responsável dos recursos públicos pela Secretaria de Estado da Saúde”, afirmou.

Para o secretário de Estado da Saúde, Rasivel Santos, a colocação reflete trabalho com foco em eficiência e nas necessidades da população. “A posição de Goiás entre os líderes confirma o empenho do governo com a missão de cuidar das pessoas”, disse.

O recorte nacional reconhece a liderança de São Paulo (30) e a força de Goiás (10). Também figuram Pará (7), Santa Catarina (7), Pernambuco (6), Rio de Janeiro (6), Paraná (5), Amazonas (3), Bahia (3), Distrito Federal (3), Maranhão (3), Minas Gerais (3), Ceará (2), Espírito Santo (2), Mato Grosso do Sul (2), Rio Grande do Sul (2), Tocantins (2), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1) e Sergipe (1).

Em Goiás, foram listados: Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad); Hospital Estadual da Mulher Dr. Jurandir do Nascimento (Hemu); Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa); Hospital Estadual de Luziânia; Hospital Estadual de Santa Helena de Goiás (Herso); Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hetrin); Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol); Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu; Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT); e Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG).

A rede estadual soma 25 hospitais e seis policlínicas sob gestão direta, com oferta de atendimento público e gratuito. Nos últimos sete anos, os investimentos somaram R$ 29,9 bilhões. Entre 2019 e 2025, o orçamento anual da saúde passou de R$ 2,6 bilhões para cerca de R$ 5,7 bilhões. Em 2025, a aplicação alcançou 15,08% das receitas, acima do mínimo constitucional de 12%.

A estrutura de terapia intensiva triplicou. Os leitos de UTI evoluíram de 267 para 848. O acesso, antes concentrado em três municípios (Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia), alcança hoje 24 cidades, com crescimento de 700% na cobertura geográfica.

A regionalização da saúde encurtou distâncias e distribuiu serviços de média e alta complexidade. A adoção de metas de desempenho, o fortalecimento de parcerias e a qualificação da gestão contribuíram para reduzir desigualdades no acesso. O resultado reforça a solidez da rede pública goiana e o compromisso do estado com cuidado integral e contínuo.

Da Redação

Fred Lima

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