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Lula cogita Durigan na Fazenda e avalia Ceron como número 2
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia promover Dario Durigan, hoje secretário-executivo, para chefiar o Ministério da Fazenda. A mesma conversa inclui deslocar Rogério Ceron, atual chefe do Tesouro Nacional, para a Secretaria-Executiva. O movimento faz parte dos ajustes prévios ao calendário eleitoral de 2026 e busca preservar a rotina da equipe econômica caso haja mudanças no comando.
Fernando Haddad retomou a agenda após o recesso e é citado por auxiliares como provável desligamento até abril, prazo legal para quem mira a política partidária. A definição ainda depende de conversas internas no Planalto e de como ficará a reforma ministerial em estudo.
Durigan atua no dia a dia do ministério e conhece os projetos em curso, como regras fiscais e agenda de crédito. Ceron comanda o caixa do governo desde 2023 e é técnico da área de finanças públicas. A dupla é vista como garantia de continuidade, caso a troca ocorra, por manter pessoas da mesma equipe em postos-chave.
Uma mudança nesse desenho abriria a disputa por cadeiras estratégicas, especialmente no Tesouro. Também reacende a discussão sobre o papel de Haddad em 2026. Aliados petistas cogitam cenários em São Paulo, do governo ao Senado, mas a escolha dependerá das alianças locais e do espaço na Esplanada.
O mercado financeiro e interlocutores do Congresso acompanham o tema com atenção. A leitura é simples: quanto menor a ruptura, menor a chance de sobressaltos nas expectativas. Por isso, nomes já integrados à máquina tendem a reduzir ruídos e dar previsibilidade a medidas em fase de execução.
Da Redação
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