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Na Lupa: Ao pensar que Celina fosse sua Eva, Ibaneis cometeu um dos maiores erros políticos de sua carreira. A oposição agradece!

A governadora Celina Leão (PP) não saiu da costela do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) como Eva, a mãe dos viventes, saiu da costela de Adão. Na história política recente, não na bíblica, seria como dizer que Celina foi a Dilma de Ibaneis, o que não corresponde à verdade dos fatos.

A “dívida” política que Celina tinha com Ibaneis já foi paga com juros e correção monetária. Diferentemente do que poderia ocorrer com o ex-secretário da Casa Civil Gustavo Rocha, braço direito do ex-governador, caso ele disputasse a vice-governadoria e fosse eleito, Celina já tinha no currículo dois mandatos de deputada distrital e um de deputada federal antes de ser vice.

O “débito” foi pago com a lealdade da atual governadora ao ex-governador, especialmente no 8 de Janeiro, quando Ibaneis balançou no cargo. Celina assumiu o governo e saiu em defesa do então governador. Se fosse oportunista, poderia ter conspirado contra ele para que seu afastamento se tornasse permanente. Mas não. A leoa rugiu dentro do Palácio do Planalto, em alto e bom som, na reunião com o presidente Lula (PT): “Ibaneis é um democrata e não está envolvido em nenhuma suposta tentativa de golpe.”

Além disso, a gratidão de Celina ficou evidente toda vez que substituiu o então governador. Ela sempre fez questão de enaltecê-lo quando inaugurava obras de sua gestão. Só que, como ela mesma disse, uma coisa é ser vice; outra é ser governadora, de fato.

Com tal atitude, Ibaneis fez a festa da oposição, que agradeceu na tribuna da Câmara Legislativa. O deputado Chico Vigilante (PT), por exemplo, afirmou que o rompimento era bom para o pré-candidato ao GDF Leandro Grass, seu correligionário. Fora isso, fortaleceu o argumento que circula nos bastidores da política local: o candidato de Ibaneis ao Buriti era, na verdade, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, hoje presidiário, responsável pela negociação com o Master. A operação ocasionou rombo de R$ 2,6 bilhões, mas o impacto potencial pode chegar a R$ 8,8 bilhões, enquanto as operações sob suspeita superam R$ 20 bilhões.

Para concluir o raciocínio com as referências bíblicas, Ibaneis queria que Celina fosse Eva. Ela, porém, demonstrou ser como Ester, que teve coragem ao se tornar rainha e impediu o extermínio do povo judeu pelo Império Persa.

Da Redação

Fred Lima

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