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AtlasIntel: 64% veem vídeo de Michelle como desgaste para Flávio Bolsonaro
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 2, mostra que 64,1% dos eleitores que assistiram ao vídeo de Michelle Bolsonaro avaliam que o episódio enfraquece uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Desse total, 37,8% afirmam que o vídeo enfraquece muito a campanha. Outros 26,3% dizem que enfraquece um pouco. Para 22,4%, a crise não tem impacto eleitoral. Apenas 9,2% avaliam que o episódio fortalece Flávio.
A crise começou após Michelle divulgar um vídeo de cerca de 27 minutos no qual afirmou ter sido desrespeitada por Flávio durante discussões sobre os rumos do PL no Ceará. A ex-primeira-dama criticou o apoio do senador a uma articulação envolvendo o ex-ministro Ciro Gomes.
O levantamento também mostra que 59,6% dos entrevistados que viram o vídeo acreditam nas acusações feitas por Michelle. Outros 29,3% dizem não acreditar na versão da ex-primeira-dama, e 11,3% não souberam responder.
Entre eleitores de Jair Bolsonaro em 2022, o cenário é diferente. Nesse grupo, 54,6% afirmam não acreditar nas acusações de Michelle. Ainda entre bolsonaristas, 43,2% dizem concordar mais com Flávio, enquanto 17,3% apoiam Michelle.
A pesquisa também mediu como os eleitores interpretaram a decisão da ex-primeira-dama de publicar o vídeo. Para 38,6%, Michelle agiu por eventual desejo de disputar a Presidência no lugar de Flávio. Outros 28,5% avaliam que ela quis expor divergências políticas e pessoais. Já 22,3% dizem que o objetivo foi ampliar espaço político dentro do PL.
Apesar do desgaste geral, a base bolsonarista segue majoritariamente alinhada ao senador. Entre eleitores de Jair Bolsonaro, 65,5% desaprovam a divulgação do vídeo por Michelle. Além disso, 53,8% apoiam a decisão de Flávio de defender a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará.
O episódio ocorre em momento de dificuldade para Flávio na disputa presidencial. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada na véspera mostrou Lula com 48,8% contra 42,3% do senador em um eventual segundo turno. Em abril, os dois apareciam empatados com 48%.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 4.999 brasileiros adultos entre os dias 26 e 30 de junho, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto porcentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026.
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