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Patrimônio declarado por Zema cresce R$ 49 milhões em quatro anos

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) declarou patrimônio de R$ 178,7 milhões à Justiça Eleitoral em 2026. O valor representa um aumento nominal de cerca de R$ 49 milhões em relação aos R$ 129,8 milhões informados em 2022, quando disputou a reeleição para o Governo de Minas Gerais.

O crescimento corresponde a aproximadamente 38% em quatro anos. A maior parcela do patrimônio atual está concentrada em participações empresariais da família Zema. As cotas declaradas em uma holding somam R$ 94,5 milhões. Outros R$ 56,2 milhões estão aplicados em um fundo de investimentos.

Na eleição de 2022, Zema declarou R$ 129,8 milhões. Naquele momento, cerca de R$ 72,3 milhões estavam vinculados a uma participação de 27,14% na Ricardo Zema Participações Ltda., empresa que leva o nome do pai do político e integra a estrutura empresarial da família.

A evolução patrimonial é ainda maior quando comparada à primeira eleição de Zema. Em 2018, quando entrou na política e venceu a disputa pelo Governo de Minas Gerais, ele informou R$ 69,7 milhões em bens. Em valores nominais, o patrimônio declarado em 2026 é cerca de 156% maior que o registrado oito anos antes.

A comparação considera os valores apresentados à Justiça Eleitoral em cada eleição e não desconta a inflação acumulada entre os períodos.

Zema construiu sua trajetória profissional no setor privado antes de entrar na política. Ele presidiu o Conselho de Administração do Grupo Zema, conglomerado com atuação no varejo, no setor financeiro, na distribuição de combustíveis, em concessionárias de veículos e no segmento de autopeças. Em 2018, venceu sua primeira eleição para governador e, quatro anos depois, foi reeleito no primeiro turno.

Ao comentar questionamentos sobre o crescimento patrimonial, Zema atribuiu os valores à sua atividade empresarial. Em entrevista recente, afirmou que as críticas recaem sobre seu “sucesso empresarial” e disse considerar natural o aumento de patrimônio decorrente dos negócios privados.

A declaração de bens faz parte das exigências para o registro de candidaturas. Os candidatos devem informar à Justiça Eleitoral imóveis, participações em empresas, aplicações financeiras, veículos e outros ativos mantidos em nome próprio. Os dados ficam disponíveis para consulta pública no sistema DivulgaCandContas.

O prazo para apresentação dos pedidos de registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A declaração patrimonial informa os bens apresentados pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral e não representa, por si só, avaliação sobre origem, rentabilidade ou regularidade dos recursos.

Da Redação

Fred Lima

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