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Celina acusa Lula de usar BRB como ‘arma eleitoral’ e rebate fala sobre socorro ao banco
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reagiu nesta quinta-feira (17) às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a crise do Banco de Brasília (BRB). Em vídeo divulgado pela manhã, ela afirmou que o Governo do Distrito Federal não pede dinheiro à União, mas uma garantia federal para viabilizar uma operação de crédito.
Segundo Celina, o aval não representa doação de recursos públicos, porque a operação terá de ser paga pelo Distrito Federal. A governadora acusou Lula de levar a situação financeira do BRB para a disputa eleitoral e afirmou que o banco não pertence a um governo ou partido.
“O presidente pode me atacar, apoiar meu adversário e fazer campanha contra mim. O que você não pode fazer é transformar o BRB em uma arma eleitoral”, declarou Celina.
A resposta ocorreu após Lula participar de um ato eleitoral em Ceilândia, na noite de quarta-feira (16), ao lado do candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT). No evento, o presidente disse que o governo federal não pretende destinar dinheiro da União para socorrer o banco. Também atribuiu a crise do BRB às operações realizadas durante a gestão de Ibaneis Rocha (MDB) com o Banco Master.
Celina contestou a forma como Lula apresentou o pedido do GDF. Ela afirmou que Brasília busca apenas o aval da União para conseguir um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O dinheiro seria usado na capitalização do BRB.
Celina compara caso do BRB aos Correios
A governadora também questionou o tratamento dado pela União ao BRB e aos Correios. Ela lembrou que o governo federal concedeu garantias para empréstimos bilionários destinados à estatal e disse considerar contraditório transformar o aval solicitado pelo Distrito Federal em tema de disputa política.
Celina afirmou ainda que uma eventual negativa da garantia federal terá responsabilidade definida e cobrou de Lula uma postura institucional acima da campanha eleitoral.
“Eleição passa, governos passam, partidos passam, mas o nosso DF fica”, disse. Ao final, afirmou que Lula deveria agir como presidente de todos os brasileiros, incluindo os moradores do Distrito Federal.
Da Redação
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