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Bombeiros do DF reforçam ação contra incêndios na seca mais dura do ano
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal apresentou, nesta quarta-feira (3), a fase mais crítica da Operação Verde Vivo 2025, voltada ao combate das queimadas em meio à estiagem no Cerrado. A ação, iniciada em abril, seguirá até 30 de novembro e reúne tecnologia, campanhas educativas e mobilização comunitária.
Coordenada pelo Grupamento de Proteção Ambiental (GPRAM), a operação prevê uso de câmeras com inteligência artificial para identificar focos de calor, imagens de satélite para monitoramento em tempo real e drones para ampliar a cobertura. Estão mobilizados cerca de 1.000 militares, 37 viaturas florestais, aviões, helicópteros e veículos equipados com kits de combate.
O comandante do CBMDF, coronel A. Barcelos, destacou que a participação popular será “decisiva” para reduzir queimadas, que em 2024 destruíram mais de 22 mil hectares. Entre as recomendações estão a manutenção de aceiros em áreas rurais, a limpeza de terrenos com vegetação seca e a denúncia de focos de incêndio pelo número 193.
Além da tecnologia, a operação aposta em campanhas educativas em escolas, blitze com estudantes e parcerias com veículos de comunicação. A média de 130 ocorrências diárias preocupa a corporação, que ainda enfrenta 18 trotes por dia. “Esses chamados falsos desviam recursos e podem custar vidas”, alertou o tenente-coronel Ronaldo, comandante do GPRAM.
A seca de 2024, com 167 dias sem chuva, levou a incêndios de grande porte no Parque Nacional de Brasília. Para evitar novos recordes, o governo reforçou a integração entre CBMDF, Instituto Brasília Ambiental, Ibama e ICMBio. A vice-governadora Celina Leão (PP) afirmou que “a colaboração da comunidade foi essencial no ano passado e será novamente agora”.
A operação inclui ainda um projeto de resgate de animais silvestres, vítimas comuns das queimadas. Segundo Barcelos, a preservação do Cerrado depende de um esforço conjunto. “Evitar queimadas e denunciar focos é responsabilidade de todos”, disse.
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