Cristiano Mariz / Agência O Globo
Bancada evangélica se divide sobre possível indicação de Jorge Messias ao STF
Parlamentares da Frente Evangélica divergiram, nesta sexta-feira, 10, sobre a possível indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é visto no Congresso como nome competitivo para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.
No grupo, parte avalia que a escolha pode aproximar o Planalto do eleitorado evangélico. Outra ala sustenta que, por se identificar como “evangélico de esquerda”, Messias não representaria a maioria do segmento. Em caso de indicação, o nome passará por sabatina e votação no Senado.
Críticos minimizam o efeito político da sinalização religiosa. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que “evangélico de esquerda representa 5% do total”. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que Messias é “jurista de esquerda” e “desconhecido do segmento evangélico”.
Houve manifestações favoráveis. O deputado Eli Borges (PL-TO) avaliou que a escolha “avança no relacionamento” com evangélicos e disse preferir Messias a um perfil como o de Flávio Dino. Otoni de Paula (MDB-RJ) declarou que pode trabalhar pelo nome do AGU, considerado “estratégico” para Lula sinalizar ao grupo.
Entre os entusiastas, o deputado Fausto Pinato (PP-SP) afirmou que Messias tem “preparo” e “equilíbrio” e classificou a possível indicação como “tacada política de mestre”, por enfraquecer a narrativa de que o governo seria hostil aos evangélicos. Se confirmado, Messias será o segundo evangélico na Corte, ao lado de André Mendonça.
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