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Com Magda Mofatto, PL isola Wilder Morais e se aproxima de Daniel Vilela em Goiás
A deputada federal Magda Mofatto (PL-GO) voltou ao Partido Liberal para conduzir o apoio da sigla à candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás. O movimento foi articulado com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e contou com a intervenção do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O acerto foi fechado na terça-feira, 13, e busca retirar do caminho a eventual candidatura do senador Wilder Morais (PL-GO).
Nos bastidores, líderes da base afirmam que Vilela, hoje vice-governador, reúne condições de vencer no primeiro turno. Aliados citam pesquisas internas para sustentar a leitura. Em troca do apoio do PL ao emedebista, a base governista avalia respaldar o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) para a segunda vaga ao Senado. A primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) é o principal nome governista e lidera levantamentos de intenção de voto, segundo essas mesmas fontes.
O retorno de Mofatto ao PL também tem efeito na estrutura partidária. A expectativa é que ela assuma a presidência estadual da legenda, hoje ocupada por Wilder. A troca esvaziaria a hipótese de o senador disputar o governo, consolidando a ala que prefere a aliança com o MDB.
Magda declarou que aceitou o convite por avaliar que a composição “é positiva para o governo de Goiás e para Caiado”. Em entrevista à Coluna Giro, de O Popular, a deputada defendeu a manutenção de Morais no Senado. “Não podemos abrir mão dele no Senado. Temos que ampliar a presença da direita. Se acontecer de ele ser eleito (governador), essa vaga vai para a esquerda”, disse, numa referência à suplente Izaura Cardoso (PSD), esposa do senador Vanderlan Cardoso (PSD).
A costura recoloca o PL no centro da estratégia da direita goiana após dois anos em que Mofatto esteve no comando do PRD. A reaproximação com a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro dá a ela a tarefa de pacificar a base e fechar a coligação com o MDB, prioridade do Palácio das Esmeraldas para a sucessão estadual.
A definição da chapa governista passa por duas frentes: assegurar o palanque de Daniel e organizar a disputa ao Senado. Com Wilder fora da corrida ao governo e Gracinha como favorita para a primeira vaga, o PL tenta consolidar Gayer na segunda cadeira, preservando espaço no Congresso e mantendo capilaridade eleitoral no estado.
A leitura é que a união em torno de Vilela reduz incertezas e antecipa a formação do bloco governista, com tempo para organizar campanha e alianças regionais.
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