Juca Varella/Estadão

CPMI do INSS pede ao STF proteção a informante que citou Lulinha

A CPMI do INSS pediu ao Supremo Tribunal Federal proteção especial a um informante que denunciou o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O pedido foi apresentado nesta terça-feira, 17 de março de 2026, em reunião do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), com o ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Mendonça sinalizou atenção ao pedido.

O informante já havia dito ao Supremo, na semana passada, que corre risco de vida e que precisa de proteção policial do estado. O nome dele não foi divulgado.

Em depoimentos prestados à Polícia Federal em 2025, ele afirmou que o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, pagava mesadas a Lulinha em troca de acesso a órgãos de saúde do governo federal para a venda de produtos ligados ao canabidiol. As defesas de Camilo e de Lulinha negam as acusações.

Segundo a defesa do informante, a situação se agravou após vazamentos de informações sobre os depoimentos. Os advogados afirmam ainda que imagens do denunciante e de familiares, sobretudo da filha, teriam sido retiradas de redes sociais e repassadas a terceiros.

Na petição, a defesa sustenta que a proteção é necessária para preservar a integridade física e psicológica do colaborador e para evitar prejuízo às investigações. Os advogados argumentam que ele apenas cumpriu dever cívico ao fornecer informações consideradas relevantes aos órgãos de apuração.

Da Redação

Fred Lima

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