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Alvo de busca da PF, Willer Tomaz atua nos bastidores da campanha de Arruda

O advogado Willer Tomaz, alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça-feira (4), participa da articulação da campanha do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal. Ele é apontado como um dos colaboradores políticos e financeiros do projeto eleitoral.

Imagens registradas em outubro de 2025 mostram Tomaz e Arruda durante visitas a imóveis no Lago Sul. O grupo buscava um local para instalar o comitê da campanha do ex-governador.

Os dois chegaram a visitar uma casa na QI 3, mas a equipe escolheu outro imóvel, localizado na QI 13. A participação na definição da sede mostra a proximidade do advogado com a organização da candidatura.

Arruda teve a candidatura ao Palácio do Buriti lançada em convenção conjunta do PSD e do Avante, realizada no sábado (1º). O ato marcou o início oficial da mobilização eleitoral do grupo.

A operação desta terça-feira integra uma nova etapa das investigações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. As ordens foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Os investigadores identificaram indícios de operações realizadas por meio de empresas, contas de terceiros, pagamentos em espécie e outros ativos.

A estrutura ligada a Tomaz teria sido usada, em tese, para atender beneficiários do esquema investigado. Entre as pessoas citadas está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), cujos familiares também foram alvo das diligências.

Tomaz negou qualquer participação nas fraudes. Em nota, afirmou que não é investigado na Operação Sem Desconto e que a busca ocorreu exclusivamente porque ele é proprietário de uma aeronave utilizada por Weverton em uma viagem particular.

O advogado acrescentou que não possui vínculo com o esquema de descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.

A realização da busca não representa condenação. As suspeitas ainda estão sob investigação, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.

Da Redação

Fred Lima

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