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Na Lupa: Lula dá atestado de que Grass e o PT-DF não se preocupam com o BRB, mas apenas com a eleição
Assim como ocorreu no Supremo Tribunal Federal, onde os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin saíram em defesa de Alexandre de Moraes e geraram efeito contrário ao governo Lula, algo semelhante aconteceu ontem à noite, em Ceilândia, quando o presidente atacou de forma desrespeitosa a governadora Celina Leão (PP), na presença do candidato do PT ao GDF, Leandro Grass. O petista, inclusive, gesticulou positivamente com a cabeça quando Lula afirmou que a União não ajudará o Banco de Brasília a se recuperar.
Ao afirmar que o governo federal não colocará dinheiro para socorrer o BRB, Lula agiu com viés eleitoral, e não como chefe de Estado. O pedido do GDF envolve um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões, com a União como garantidora, e não um repasse direto de recursos federais ao banco. Embora o governo federal não seja obrigado a conceder o aval, esse tipo de garantia está previsto em lei. A negativa, em plena campanha, pode se transformar em um tiro no pé até mesmo para o PT-DF, representado por Leandro, que demonstrou concordância com a fala do presidente.
Esse tipo de garantia, inclusive, já foi usado pelo próprio governo federal. Em dezembro de 2025, a União garantiu uma operação de R$ 12 bilhões contratada pelos Correios com um grupo de bancos para reforçar o caixa e financiar investimentos da estatal. O precedente mostra que o instrumento não é excepcional e reforça que o caso do BRB deve ser tratado como uma operação de crédito sujeita a análise técnica, fiscal e jurídica.
As declarações lembraram aquele Lula de 2010, quando, na condição de presidente da República, disse que ia “extirpar” o DEM porque fazia oposição ao seu governo, como se a divergência política não fizesse parte de um Estado Democrático de Direito, o que o presidente defende somente quando lhe favorece.
Em vez de ter ajudado seu candidato, Lula, que discursou apenas para a própria bolha, acabou, na verdade, colocando-o no time daqueles que torcem pela lógica do “quanto pior estiver o BRB, melhor”, desde que o PT não esteja no comando do Palácio do Buriti.
Isso não é papel de estadista!
Da Redação
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