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Por articulação de Celina, GDF, STF, BC e AGU chegam a consenso para salvar o BRB
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, 26, para negociar uma saída para a crise do Banco de Brasília (BRB). A reunião foi mediada pelo ministro Luiz Fux e contou com representantes da União, da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Fazenda.
O GDF busca autorização para contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O dinheiro serviria para reforçar o caixa do BRB e evitar que a crise avance sobre serviços públicos e operações financeiras do governo local.
A articulação colocou Celina no centro da negociação. Desde que assumiu o governo, em março, após a renúncia de Ibaneis Rocha, ela tenta apresentar a situação do BRB como tema de interesse público, e não apenas como problema financeiro de uma instituição estatal.
O pedido chegou ao STF em 19 de maio. O governo local quer afastar entraves que dificultam a participação da União na operação. A baixa capacidade de pagamento do DF limita o acesso a garantias federais, consideradas importantes para reduzir o custo do empréstimo.
A crise do BRB ganhou força após prejuízos ligados ao Banco Master. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso em abril. Ele é suspeito de receber propina do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, para viabilizar negócios entre as instituições.
A articulação de Celina foi decisiva para transformar a audiência no Supremo em um caminho concreto de negociação entre o GDF e o governo federal. A governadora conduziu o processo com foco no diálogo e ajudou a aproximar Fazenda, AGU e Banco Central em torno de uma saída para o BRB.
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