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Ficha Limpa: voto de Fux abala QG de Arruda e aliados já avaliam migração para Celina
Ainda faltam os votos de Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal concluir o julgamento sobre as mudanças na Lei da Ficha Limpa. O voto do ministro Luiz Fux, nesta terça-feira, 26, porém, acendeu o alerta entre integrantes do QG de pré-campanha do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ao Palácio do Buriti.
Fux acompanhou a relatora, ministra Cármen Lúcia, contra a flexibilização da lei. O placar parcial esfriou o entusiasmo de aliados que apostavam em uma virada no STF para abrir caminho à candidatura de Arruda.
O temor, segundo integrantes do grupo, é que o cenário repita a eleição de 2014. Naquele ano, Arruda disputava o governo do Distrito Federal, mas desistiu da candidatura em 13 de setembro, 22 dias antes do primeiro turno, marcado para 5 de outubro. A desistência ocorreu após decisões da Justiça Eleitoral barrarem seu registro.
“O clima começou a azedar. Nossa esperança era que o segundo voto empatasse o placar, o que mudaria o termômetro do julgamento e poderia abrir espaço para uma virada. Mas, pelo cenário atual, dificilmente os demais ministros formarão maioria contra o voto da relatora. Se Fux, considerado neutro por parte do grupo, acompanhou Cármen, imagine Fachin, Moraes, Dino e Zanin? A tendência é que eles também a acompanhem, formando um placar de 6 a 4. Gilmar, Nunes e Mendonça devem divergir, enquanto Toffoli ainda é uma incógnita”, afirmou um integrante da pré-campanha, sob reserva.
A avaliação interna já levou parte do grupo a discutir uma alternativa. O destino mais provável, caso o STF forme maioria contra a flexibilização da Ficha Limpa, seria a pré-candidatura da governadora Celina Leão (PP). “Jamais apoiarei a esquerda. Assim como eu, outros integrantes já começam a pensar em uma possível migração para o grupo de Celina, caso o STF consolide maioria que inviabilize Arruda. Estamos em desvantagem nítida. Só não vê quem não quer”, disse o aliado.
Arruda tenta voltar ao Buriti desde 2010, quando foi afastado do cargo de governador do Distrito Federal após decisão do Superior Tribunal de Justiça. À época, o STJ decretou a prisão preventiva do então governador, e ele pediu afastamento do cargo em mensagem enviada à Câmara Legislativa.
Desde então, a Lei da Ficha Limpa tem sido o principal obstáculo eleitoral do ex-governador. A flexibilização aprovada pelo Congresso no ano passado renovou suas expectativas. O cenário, no entanto, voltou a ficar incerto com os votos de Cármen Lúcia e Fux. Arruda ainda acumula ações, condenações e recursos ligados à Operação Caixa de Pandora.
Da Redação
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