Eurico Eduardo/ Agência CLDF
Ping Pong com o deputado distrital Eduardo Pedrosa
O deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil) afirmou, em entrevista ao programa Ping Pong, da Rádio Federal, nessa segunda-feira, 22, que pretende disputar um terceiro mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas disse que essa será sua última eleição para deputado distrital caso seja reeleito.
“Se eu tiver a oportunidade de ter um outro mandato, esse vai ser o meu último mandato como deputado distrital”, afirmou. Segundo Pedrosa, três mandatos representariam “12 anos de trabalho na Câmara” e abririam espaço para renovação política.
O parlamentar disse que, depois disso, pretende buscar “voos maiores” no DF, embora tenha evitado cravar qual cargo pretende disputar no futuro. “Deus vai dizer o caminho da gente”, afirmou.
Durante a entrevista, Pedrosa tratou de temas que marcam sua atuação parlamentar, como mães atípicas, pessoas com deficiência, combate ao feminicídio, segurança pública, saúde e educação.
O deputado citou leis de sua autoria na área de proteção às mulheres e disse ser o parlamentar com mais leis aprovadas sobre o tema na história da CLDF. Ele também lembrou a participação na CPI do Feminicídio e afirmou que pretende seguir atuando contra a violência doméstica.
Na área da educação, Pedrosa destacou uma lei que prevê acompanhamento oftalmológico para estudantes da rede pública. Segundo ele, cerca de 80 mil crianças já foram atendidas, e 25% apresentavam algum problema de visão. Parte delas recebeu óculos.
O deputado também mencionou a chamada Lei Fábio Rego Farias, criada após o caso de um jovem com autismo que teve o braço quebrado em uma escola. A norma prevê capacitação de profissionais da educação para lidar com estudantes com deficiência. Pedrosa, porém, criticou o modelo inicial de treinamento adotado pelo governo. “Uma capacitação de 30 minutos não é uma capacitação que tem agregado”, disse.
Na pauta das mães atípicas, o distrital afirmou que o programa Cuidando de Quem Cuida deve sair do papel com a criação de duas Casas da Mãe Atípica ainda neste ano. Uma delas deve funcionar no Parque da Cidade. A outra unidade ainda depende de definição de local.
Segundo Pedrosa, os espaços devem oferecer apoio psicológico, jurídico, oficinas e atividades voltadas às mães cuidadoras. “Causa não é uma pauta, é uma causa que nós vamos lutar por elas”, disse.
O deputado também defendeu a ampliação do diagnóstico precoce de doenças raras e lembrou proposta sobre o teste do pezinho ampliado. Para ele, identificar cedo algumas condições pode garantir mais qualidade de vida às crianças.
Na segurança pública, Pedrosa defendeu a valorização das forças de segurança, citou os servidores do Detran-DF e disse que a Polícia Penal ainda precisa de reconhecimento. Ele também afirmou que o DF precisa de mais profissionais nas ruas. “Nada substitui a presença do policial”, disse.
O parlamentar voltou a defender punição mais dura para receptadores de cabos, fios, tampas de bueiro e outros bens públicos furtados. Segundo ele, quem compra esses materiais incentiva o crime. “Quem incentiva é quem compra”, afirmou.
Pedrosa também confirmou que o União Brasil caminhará ao lado da governadora Celina Leão (PP) nas próximas eleições. Segundo ele, União Brasil e Progressistas estão no mesmo projeto político por meio da federação partidária. “A gente vai caminhar junto”, afirmou.
Ao falar da vida pessoal, o deputado se emocionou ao citar a mulher, Laryssa Amaral. Disse que ela foi essencial em momentos difíceis e afirmou ser grato a Deus por tê-la em sua vida.
No fim da entrevista, Pedrosa resumiu sua atuação com a palavra “compromisso”. “Eu não saí de casa para ficar fazendo promessa. Eu trabalho, eu me dedico”, disse. Assista:
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