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Caiado promete anistia no primeiro ato e defende ajuste fiscal e privatizações
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (7) que pretende conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 caso seja eleito. A medida, segundo ele, seria seu primeiro ato no Palácio do Planalto. A declaração ocorreu durante sabatina do g1 e da GloboNews.
Caiado disse que a proposta busca encerrar a tensão política provocada pelos acontecimentos dos últimos anos. “Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo. É uma briga inútil, que só traz desgastes. No momento em que eu promover a anistia, vamos viver um outro momento”, afirmou.
Ao ser confrontado com pesquisas que indicam resistência de parte da população à medida, o candidato comparou o assunto às decisões judiciais que anularam as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato.
“50% da população também não concorda que Lula tivesse sido absolvido diante de tantas denúncias”, disse Caiado. As condenações de Lula, porém, foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal por questões relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba. Posteriormente, o STF considerou o ex-juiz Sergio Moro parcial em processo contra o petista.
Na economia, Caiado defendeu redução de despesas, reformas estruturais e maior participação da iniciativa privada. “O Brasil não pode continuar gastando mais do que arrecada”, afirmou.
O candidato disse que um eventual governo precisará fazer um ajuste nas contas públicas e rever áreas da administração federal. Também defendeu privatizações quando considerar que empresas privadas podem oferecer serviços com maior eficiência.
“O Estado tem que ser eficiente. Onde a iniciativa privada faz melhor, ela deve participar”, declarou.
Caiado também prometeu rever pontos da reforma tributária aprovada no governo Lula. Para ele, o novo sistema não pode aumentar custos para empresas e produtores. “Não podemos fazer uma reforma tributária que transfira mais peso para quem produz”, afirmou.
A segurança pública ocupou espaço central na entrevista. O candidato procurou apresentar os resultados de sua passagem pelo Governo de Goiás como modelo para uma política nacional de enfrentamento às facções criminosas.
“O crime organizado hoje não é mais um problema estadual. É um problema do Brasil”, disse. Em seguida, acrescentou: “Não existe segurança pública sem autoridade”.
Caiado defendeu maior integração entre União, estados e forças policiais. A segurança é uma das principais bandeiras de sua campanha e deverá ser usada para diferenciá-lo tanto do governo Lula quanto dos demais candidatos de direita.
O ex-governador também citou a reforma administrativa realizada em Goiás. Em 2019, sua gestão extinguiu 3.980 cargos e funções comissionadas. Uma nova reorganização administrativa foi promovida em 2023.
Da Redação
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