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Em meio à crise no STF, só Fachin vai ao desfile de 7 de Setembro
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, foi o único ministro da Corte a participar do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A baixa presença ocorre em meio à crise interna provocada pelo embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça em torno das investigações sobre o Banco Master.
Fachin acompanhou a cerimônia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros do governo e outras autoridades também estiveram presentes.
Alexandre de Moraes e André Mendonça não compareceram. Os dois ministros estão no centro da crise que se agravou na última semana com a divulgação de documentos e acusações relacionadas às investigações sobre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A tensão aumentou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e registros de contatos entre Moraes e Vorcaro. Parte do material mostra o ex-banqueiro procurando o ministro enquanto era alvo de investigações. Os registros divulgados, no entanto, não permitem reconstruir integralmente todas as conversas nem saber a resposta de Moraes em parte dos diálogos.
Dois dias depois, Moraes encaminhou acusações contra Mendonça relacionadas à condução das apurações sobre o Banco Master e o INSS. Fachin assumiu a análise dos desdobramentos e passou a conduzir institucionalmente a resposta do Supremo à crise.
O presidente da Corte também estabeleceu prazos para que autoridades envolvidas apresentem esclarecimentos. Entre elas estão os próprios Moraes e Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
A ausência da maioria dos ministros no desfile, porém, não é inédita. Em 2025, nenhum integrante do Supremo participou da cerimônia. Já em 2024, seis ministros estiveram na tribuna de honra, entre eles Moraes, Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e o então presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.
Neste ano, Moraes voltou a não participar, enquanto Gilmar Mendes e Flávio Dino estavam fora de Brasília. Cristiano Zanin também não compareceu. Os integrantes do Supremo costumam ser convidados para ocupar a tribuna presidencial durante a celebração.
Apesar da baixa presença do STF, os chefes dos Três Poderes dividiram a tribuna. Lula, Fachin, Alcolumbre e Motta acompanharam juntos o desfile, numa demonstração institucional em meio a um momento de forte tensão dentro da própria Suprema Corte.
A cerimônia deste ano teve como eixo principal o tema “Soberania – A força que Une o Brasil”. O desfile também abordou o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além da participação tradicional das Forças Armadas.
Da Redação
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