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Na Lupa: Com dois governos fracassados no currículo, PT recebe novo ‘não’ de Brasília, que reelege Celina

Se há uma coisa que o eleitor do Distrito Federal abomina, são as meias-verdades. Também detesta tentativas de transformar mentiras em verdades. Durante três meses, Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e José Roberto Arruda (PSD) adotaram o discurso de que o governo de Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP) foi o pior da história do DF, em razão dos problemas envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e a economia da capital no fim do mandato do ex-governador.

Um governo que entrega obras estruturantes em diferentes regiões do DF jamais pode ser classificado como o pior da história. No segundo mandato de Ibaneis, o GDF inaugurou o sonhado Túnel Rei Pelé, o Drenar DF e o viaduto do Jardim Botânico, além de reabrir a Sala Martins Pena após quase 11 anos. Com Celina, as entregas continuaram, com novas escolas, a primeira creche pública da Estrutural, reservatórios de água, a sede do 15º BPM e a pavimentação da DF-205 Oeste. Em quatro anos, os governos de Ibaneis e Celina entregaram mais obras importantes do que as gestões de Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) juntas, por exemplo.

É verdade que houve falhas na condução da economia e do BRB na administração passada. Mas, no conjunto da obra, o saldo da gestão, especialmente na infraestrutura, é bastante positivo. Tanto é assim que a população não caiu na lorota da oposição e reelegeu Celina, como fez com Ibaneis em 2022, façanha que a oposição de esquerda nunca conseguiu.

E a derrota de Grass poderia ter sido ainda maior. No primeiro turno, 26.603 eleitores se confundiram e digitaram 22 para governador, em vez de 11, número de Celina. A governadora precisava de apenas 168 votos para vencer naquela etapa. Ou seja, o vexame do candidato petista teria sido ainda mais expressivo.

Espécie de José Serra da política distrital, Grass amarga a segunda derrota em seu sonho de chegar ao Palácio do Buriti. Mas ele também não é Lula, que perdeu três eleições presidenciais antes de vencer. Está mais para Serra, ex-ministro da Saúde que também não tinha carisma, embora tenha realizado um trabalho excepcional no ministério, com os medicamentos genéricos e o coquetel contra o HIV. Leandro, por sua vez, tem no currículo apenas um mandato apagado de deputado distrital, com forte viés ideológico, mas sem destaque na aprovação de projetos importantes para a cidade. Restará agora a Grass retornar à sala de aula como professor.

O que precisava ser ajustado, melhorado ou mudado, Celina implementou em apenas seis meses de governo. Agora, a governadora terá quatro anos pela frente para dar continuidade às obras, consolidar as mudanças e colocar em prática novos projetos.

Com as vitórias como vice-governadora e governadora, Brasília vê nascer a sucessora de Joaquim Roriz. Celina foi acusada injustamente há dez anos, inclusive pela filha do ex-governador, mas hoje levará adiante o legado do segundo maior construtor do DF, como ele fazia: com botina no pé e caneta na mão.

Boa sorte, governadora!

Da Redação

Fred Lima

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