Foto: Reprodução/ALEGO

ELEIÇÕES 2020: candidatura de Lêda Borges à prefeitura de Valparaíso seria tudo ou nada

Por Fred Lima

No último sábado (7), o prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró (MDB), e a ex-prefeita e atual deputada estadual, Lêda Borges (PSDB-GO), se alfinetaram nas redes sociais. O emedebista publicou um vídeo onde explica o seu rompimento com a tucana. Em resposta, Lêda também divulgou vídeo desmentindo pontos importantes que o prefeito disse.

Antes de qualquer coisa, preciso relembrar alguns episódios. O primeiro é que, apesar de Lêda ter sido eleita e reeleita deputada estadual, sua gestão como prefeita foi reprovada nas urnas. A tucana esquece que deixou a desejar na prefeitura e não conseguiu se reeleger, mesmo sendo apoiada pelo então governador da época, Marconi Perillo. Tudo culpa da mitologia criada por seus seguidores de que seja imbatível.

O segundo é que a desculpa de que o município não tem tradição em reeleger prefeitos, não cola. Se a administração Lêda Borges tivesse sido boa, com certeza teria permanecido mais quatro anos à frente de Valparaíso. O que salvou a ex-prefeita foi que o desempenho de sua sucessora acabou sendo bastante inferior ao que já não era bom. Com isso, o imaginário popular criou uma espécie de dívida com a tucana, algo que foi pago nas eleições de 2014 e 2018.

Com a derrocada do marconismo no pleito passado, Lêda perdeu os cargos que tinha no governo de Goiás. Agora, para voltar a tê-los em parte, a deputada pensa em abandonar o mandato na Assembleia Legislativa que lhe foi conferido pela população para ser novamente candidata a prefeita.

Na eleição de outubro, caso venha mesmo postular o Executivo municipal, a ex-prefeita encontrará um cenário bem diferente daquele quando se sagrou vitoriosa no longínquo 2008. A conjuntura atual é também bastante distinta da de 2012. Lêda enfrentaria a máquina do Estado goiano, o que nunca aconteceu. Nos bastidores, o governador Ronaldo Caiado (DEM) sinalizou a Pábio que o apoiaria em uma eventual disputa polarizada com a tucana, sua inimiga política.

Se vencesse a eleição, a parlamentar provaria ser a maior liderança de Valparaíso. Porém, se perdesse, sepultaria o projeto de vir a ser candidata a deputada federal em 2022, correndo o seríssimo risco de ficar sem mandato daqui a dois anos, caindo no ostracismo. Seria tudo ou nada.

Com o desgaste de uma derrota no currículo, uma grave denúncia de corrupção tramitando no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e tendo a máquina do Estado jogando contra, o nada parece sair na frente.

Da Redação

 

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