Júlia Lucy: quando uma boa intenção não é regada de razão

Por Fred Lima

Na última terça-feira (24), por meio de sessão remota, a Câmara Legislativa do DF se reuniu para tratar sobre alguns temas, incluindo o remanejamento de R$ 63 milhões para campanhas de interesse público do Governo do Distrito Federal. A deputada distrital Júlia Lucy (Novo) se posicionou contrária ao projeto. Segundo a parlamentar, o investimento defendido pelo GDF é inaceitável. “Em um momento de crise, precisamos pensar na saúde e na economia. Essa verba seria muito melhor empregada no apoio às pessoas em situação de rua, vulneráveis, trabalhadores informais como motoristas de aplicativos e taxis, além de comerciantes e demais empreendedores”, afirmou Júlia.  

A distrital não peca por maldade, mas por inocência e falta de conhecimento. As campanhas de utilidade pública para informar à população sobre os cuidados que se deve ter para evitar a contaminação do Covid-19 e outras doenças são tão importantes quanto o investimento em insumos, medicamentos, leitos nos hospitais etc. Trata-se de prevenção, que tem por objetivo impedir que novas pessoas sejam contaminadas.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Saúde do DF nesta sexta-feira (27), há 242 casos confirmados de coronavírus na capital do país. Em uma cidade que tem mais de três milhões de habitantes, o número mostra que o governo tem de jogar pesado na prevenção dos brasilienses, evitando que o número cresça. Para isso, a divulgação de propagandas preventivas é uma arma que pode contribuir para que a epidemia não se alastre.

Júlia Lucy é bem-intencionada. A jovem deputada chegou à CLDF com a missão de levantar a bandeira da nova política em uma Casa que foi palco de escândalos de corrupção em legislaturas passadas. Entretanto, nem sempre uma boa intenção é regada de razão.

A lógica é bastante simples: ou o governo conscientiza a população sobre os cuidados que se deve ter para evitar não ser infectada ou então o DF pode virar o estado de São Paulo, que hoje contabilizou 68 mortes pelo Covid-19.

Da Redação

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