NAS ENTRELINHAS: Governo erra ao não divulgar dados acumulados, mas Alexandre, “o Grande”, faz oposição descarada a Bolsonaro

Por Fred Lima

Está claro desde o início que o Palácio do Planalto adotou uma postura equivocada ao se referir ao Covid-19. As mais de 37 mil mortes mostram que não se trata apenas de uma “gripezinha”. Além disso, as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o número de mortos têm feito sua popularidade encolher. Esqueçam Sérgio Moro! Bolsonaro tem perdido apoio popular por fazer pouco caso com os óbitos ocasionados pelo coronavírus.

A não divulgação dos dados acumulados pelo Ministério da Saúde desde o dia 4 de junho foi um grave erro de transparência diante da pandemia. Mais uma vez, o governo agiu para minimizar os danos, que, diga-se de passagem, são avassaladores, podendo ser a maior tragédia sanitária da história do país, de acordo com especialistas.

Só que não é apenas o Executivo que comete erros na condução da crise. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, vem provando a cada dia que não deveria ter sido indicado para a Suprema Corte. Algumas de suas decisões são partidarizadas, como no caso do limitado inquérito das Fake News, que deveria ser abrangente e apartidário, não apenas instaurado por Dias Toffoli para apurar supostas notícias falsas promovidas por aliados do atual governo contra o Judiciário.

Ninguém destruiu reputações e desconstruiu imagens com notícias falsas como o PT em 14 anos. Fora isso, o STF não pode legislar em causa própria para cercear a liberdade de expressão, nem que seja para combater informações falsas e ataques pessoais contra os seus membros. Como disse o próprio Alexandre de Morais, “quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa. Não seja candidato, não se ofereça ao público, não se ofereça para exercer cargos políticos”.

O cargo de ministro do STF não é eletivo como o de presidente da República, governador e prefeito. Todavia, trata-se de um cargo de indicação política, pois quem indica é o chefe do Executivo, eleito pelo povo.

O governo falha, mas falta isenção a Alexandre, “o Grande”, que politiza tudo.

Da Redação

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