PÁBIO, CAIADO E IBANEIS VS LÊDA E MARCONI PERILLO: o último suspiro do marconismo em Valparaíso

Por Fred Lima

O PSDB governou o estado de Goiás por 16 anos com Marconi Perillo. No final, o resultado não foi bom para o povo goiano. A última gestão Marconi foi tão pífia que o ex-governador não conseguiu ser eleito para o Senado na eleição de 2018, tendo sido preso preventivamente no dia 10 de outubro daquele ano na operação Cash Delivery por ser acusado de receber R$ 12 milhões em propina da empreiteira Odebrecht.

Desde então, o prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró, então filiado ao PSDB, começou a pensar em abandonar o ninho tucano. As interferências descabidas da deputada estadual Lêda Borges (PSDB-GO) em sua administração também pesaram em sua decisão. Naquele contexto, Pábio constatou que o marconismo estava infestado de piolhos, contaminando o ninho. Para manter a ética e a coerência que sempre o acompanharam desde o início de sua vida pública, o prefeito de Valparaíso resolveu deixar o partido.

Pábio Mossoró e Ronaldo Caiado. Reprodução
Ibaneis Rocha e Pábio Mossoró. Reprodução

Apesar de no passado terem sido aliados, hoje, Pábio e Lêda representam duas visões bem distintas para a cidade. Mesmo com a dívida legada pelo PT e a crise do Covid-19, o emedebista promoveu uma gestão que saneou as contas públicas e organizou a máquina administrativa do município, enquanto a tucana governou Valparaíso em um cenário mais favorável, mas com vários escândalos de corrupção, sendo condenada em primeira instância este ano por conta da época em que era prefeita.

De um lado, temos Pábio e os governadores de Goiás e do DF, Ronaldo Caiado (DEM) e Ibaneis Rocha (MDB). Os três foram eleitos representando a mudança na política. De outro, temos Lêda e Marconi, simbolizando o retorno de algo que não deu certo. A então prefeita viu a sua administração ser reprovada nas urnas em 2012 e o ex-governador foi preso e não conseguiu sequer obter uma cadeira ao Senado.

Marconi Perillo, Lêda Borges e Aécio Neves. Reprodução

Cabe agora aos munícipes escolherem a ininterrupção da nova política ou o regresso de práticas pouco republicanas.

Com a palavra, o eleitor.

Da Redação

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