Foto: Reprodução/ALEGO

ELEIÇÕES 2020: As presepadas da campanha de Lêda em Valparaíso

Condenação por improbidade administrativa, tentativa de amordaçar a imprensa, impugnação da candidatura do vereador Alceu e jingle plagiado dão o tom da campanha tucana

Por Fred Lima

Nunca antes na história política de Valparaíso de Goiás houve uma candidata a prefeita que, em tão pouco tempo, conseguiu o feito de colecionar presepadas. A desculpa não é falta de experiência política.

Antes de ser deputada estadual, Lêda Borges (PSDB-GO) foi secretária municipal, vereadora e prefeita, ocupando a Secretaria de Estado da Mulher, Desenvolvimento Social, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e do Trabalho durante o mandato parlamentar. O currículo da candidata não é raso. O problema está nos métodos adotados de se fazer política, fora a coordenação de sua campanha, que vem cometendo deslizes imperdoáveis no pleito eleitoral.

Tentativa de mordaça à imprensa

Não bastasse a recente condenação em primeira instância por improbidade administrativa da época em que era prefeita, Lêda partiu para o tudo ou nada ao tentar, sem êxito, amordaçar os veículos de comunicação que noticiam as contradições de sua coligação, como a união com o ex-vereador Afrânio Pimentel (PP) e o ex-secretário de Saúde da gestão Lucimar Nascimento (PT), Walter Mattos (PCdoB).

A Justiça Eleitoral de Valparaíso indeferiu o pedido da coligação “A Força do Trabalho” por entender que a imprensa não divulgou fakenews ao expor as incoerências da candidatura tucana à prefeitura. Tal tentativa de calar alguns jornalistas pode ser apenas uma prévia de como Lêda vai lidar com a mídia, caso venha a ser eleita.

Impugnação do afilhado político

Na última semana, o vereador Alceu Gomes (DC), pupilo da deputada, viu a sua candidatura à reeleição ser impugnada por um grave erro do Partido Liberal (PL) no município, presidido por Francisco Carvalho, marido de Lêda, que não inseriu vereador com mandato na convenção partidária, ocasionando o não preenchimento do requisito legal necessário ao deferimento do registro, exigência do art. 8º, da Lei nº 9.504/1997.

Jingle de campanha plagiado

A sequência de equívocos da coordenação da campanha de Lêda, não para. Os cantores e compositores Rezende Jr. e Alexandre Oltramari resolveram processar judicialmente a candidata por utilização de jingle sem autorização.

A música usada foi composta para a campanha da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), que disputou o governo em 2018. A canção foi gravada pela cantora Alcione.

Com a insegurança jurídica que paira sobre a sua candidatura, que pode vir a ser impugnada a qualquer momento devido a condenação por improbidade, fora as trapalhadas de sua coordenação de campanha, Lêda Borges vê seu projeto político se desgastar em plena disputa eleitoral.

Da Redação

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