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Caiado critica ‘ausência de comando nacional’ em operação no Rio
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (29) que o Rio de Janeiro “passou a ser abrigo dos faccionados no Brasil” e defendeu uma ação coordenada entre os estados e o governo federal contra o avanço do crime organizado. A declaração foi feita após a operação policial que deixou mais de uma centena de mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na capital fluminense.
Caiado informou que quatro dos mortos eram de Goiás e apontou a presença de líderes do Comando Vermelho entre eles. Segundo o governador, a falta de integração entre as forças de segurança estaduais e o governo federal contribui para o fortalecimento das facções. Ele disse ter conversado com os governadores de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Santa Catarina para oferecer apoio ao governador do Rio, Cláudio Castro (PL).
O governador goiano também criticou o que chamou de “ausência de comando nacional” na área da segurança pública e cobrou maior envolvimento do Executivo federal. De acordo com ele, o estado do Rio precisa de suporte logístico e operacional para enfrentar o poderio das organizações criminosas instaladas nas comunidades.
A operação realizada na terça-feira (28) foi classificada pelas autoridades fluminenses como uma das mais letais da história recente do estado. A ação mobilizou milhares de agentes e teve como alvo integrantes do Comando Vermelho. O número de mortos continua em atualização, e há relatos de dezenas de feridos.
Caiado defendeu que as forças de segurança estaduais atuem em conjunto em todo o território nacional, com trocas de informações e planejamento integrado, para impedir que criminosos migrem de um estado para outro em busca de refúgio. “O Brasil precisa de uma política de segurança nacional, e não de ações isoladas”, afirmou.
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