Juca Varella/Estadão

PF troca coordenação de investigação que mira Lulinha

A Polícia Federal mudou a coordenação responsável pelos inquéritos que apuram fraudes bilionárias no INSS. Os casos saíram da área de fraudes previdenciárias e passaram para a Cinq, coordenação que cuida de investigações em andamento nos tribunais superiores.

Os inquéritos começaram na Justiça Federal dos Estados. Depois, subiram ao Supremo Tribunal Federal por causa de conexões com políticos com foro privilegiado. A relatoria está com o ministro André Mendonça.

A nova equipe foi apresentada ao ministro na manhã desta sexta-feira (15). Em meio à mudança, um dos delegados responsáveis pelo caso deixou o cargo de chefe da divisão de combate a crimes previdenciários. A PF informou que ele continuará auxiliando os trabalhos.

Segundo a corporação, os demais delegados permanecem no caso, agora na nova coordenação. A investigação segue sob a mesma diretoria, a Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção.

A alteração provocou reação no Congresso. O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, pediu explicações formais ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre a saída do delegado.

A oposição relaciona a mudança às investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A coordenação anterior foi responsável por pedir a quebra de sigilos dele.

A mesma equipe também negociou a delação premiada do empresário Maurício Camisotti. A proposta foi enviada ao STF, mas voltou para ser refeita com participação da Procuradoria-Geral da República.

“Trocas dessa natureza, em momentos delicados da investigação, exigem explicações claras e imediatas à sociedade brasileira”, afirmou Carlos Viana.

Da Redação

Fred Lima

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Content is protected !!