Reprodução

Ping Pong com a ex-secretária de Educação de Goiás

A ex-secretária de Estado da Educação de Goiás Fátima Gavioli (PSD) disse, nessa segunda-feira, 25, que a educação será a principal bandeira de sua pré-candidatura a deputada federal. Em entrevista ao programa Ping Pong, da Rádio Federal, ela afirmou que pretende defender a volta dos 180 dias letivos, além de projetos voltados às mulheres, à alimentação escolar e ao primeiro emprego dos jovens.

Gavioli deixou o comando da Secretaria de Estado da Educação em abril, após sete anos à frente da pasta. O Diário Oficial de Goiás registrou a troca no governo Daniel Vilela, com a saída dela e a nomeação de Helena Bezerra para a função.

Na entrevista, a ex-secretária disse que, se tiver a candidatura confirmada e for eleita, apresentará como primeira proposta a redução dos dias letivos. Hoje, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação prevê mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar na educação básica.

Ela afirmou que a medida poderia reduzir a sobrecarga de professores, servidores e estudantes. “A educação é minha bandeira principal”, disse. Gavioli também defendeu atendimento separado para mulheres em hospitais, principalmente vítimas de violência sexual.

A alimentação escolar foi outro ponto citado. Segundo Gavioli, Goiás liberou professores e servidores para comer nas escolas porque o Estado complementa a verba da merenda. Ela criticou o baixo valor do repasse federal por aluno. O FNDE informa que o valor vigente do Pnae é de R$ 0,57 por estudante do ensino fundamental, médio e EJA.

Ao falar da gestão na secretaria, Gavioli atribuiu os resultados ao apoio do governo Ronaldo Caiado, a investimentos em infraestrutura, equipamentos e valorização dos profissionais da rede. Ela disse que Goiás já liderava o Ideb quando assumiu e passou de 3,9 para 4,8 no ensino médio. O governo estadual informou que a rede goiana ficou em primeiro lugar no Ideb 2023 nessa etapa.

A ex-secretária também tratou da violência nas escolas. Ela relacionou o aumento dos casos ao período pós-pandemia e disse que o Estado reagiu com detector de metal, monitoramento, leis aprovadas pela Assembleia Legislativa e cobrança maior dos pais. Segundo ela, a participação das famílias ajudou a reduzir a tensão nas unidades.

Gavioli defendeu que educação e segurança pública atuem juntas. Para ela, cabe aos pais educar e à escola ensinar. A ex-secretária disse que, quando a escola assume sozinha os dois papéis, crescem a pressão sobre professores, os afastamentos médicos e a falta de profissionais.

No fim da entrevista, em rodada de respostas rápidas, Gavioli elogiou Caiado e Vilela. Sobre a Câmara dos Deputados, afirmou que a Casa “precisa de mudança” e de “oxigenação”. Assista:

Da Redação

Fred Lima

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Content is protected !!