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Eleições 2026: Daniel apresenta metas, rebate Wilder e Marconi e defende continuidade em debate
O governador de Goiás e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) apresentou propostas para os próximos quatro anos e defendeu resultados da atual administração durante o debate entre candidatos ao Governo de Goiás, realizado na noite de quinta-feira (17), em Goiânia. Saúde, educação, infraestrutura, agronegócio e desenvolvimento econômico estiveram entre os principais temas discutidos. O encontro também foi marcado por confrontos de Daniel com o senador Wilder Morais (PL) e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).
Daniel procurou associar sua candidatura à continuidade do governo iniciado por Ronaldo Caiado (PSD). Ao apresentar as prioridades para um eventual novo mandato, afirmou que pretende ampliar serviços públicos e investimentos. “Temos propostas concretas e objetivas para avançar”, declarou.
Na avaliação apresentada pelo próprio governador, Goiás avançou nos últimos anos em áreas como segurança, educação e regionalização da saúde, mas ainda enfrenta desafios. Daniel também afirmou que pretende conduzir uma nova etapa de desenvolvimento econômico, com investimentos em infraestrutura e qualificação profissional.
Saúde abre confronto com Wilder
O primeiro embate direto de maior intensidade ocorreu com Wilder Morais. O senador questionou Daniel sobre a fila de cirurgias eletivas e perguntou por que o governo ainda não havia solucionado o problema. Wilder defendeu o uso de hospitais privados, filantrópicos e Santas Casas para ampliar a capacidade de atendimento.
Daniel respondeu com números da rede estadual. Segundo ele, Goiás realizou mais de 35 mil cirurgias eletivas em 2025, diante de cerca de 2,2 mil procedimentos em 2018. O governador também citou hospitais regionalizados, policlínicas e a previsão de abertura de mais de 300 leitos na Região Metropolitana de Goiânia. Os números foram apresentados pelo candidato durante o debate.
Na sequência, Daniel deixou a defesa e passou a questionar a atuação política do adversário. “Você está 10 anos lá no Senado e dois terços da população não te conhece”, afirmou. Também acusou Wilder de não utilizar sua atuação em Brasília para contribuir com mais recursos para a saúde de Goiás.
Wilder insistiu que Daniel, na condição de governador, poderia adotar imediatamente medidas para diminuir a espera por procedimentos. Daniel atribuiu parte da demanda ao represamento de cirurgias durante a pandemia e afirmou que aproximadamente 25 mil novos pedidos entram no sistema a cada ano.
“Saúde exige trabalho diário, determinação. Isso nós temos”, declarou Daniel ao sustentar que o governo vem ampliando a capacidade da rede.
Para os próximos anos, o governador citou como projetos a transferência do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo) para uma nova estrutura no Conjunto Fabiana e a transformação do atual prédio da unidade em um hospital voltado ao atendimento especializado das mulheres.
Educação e formação profissional
Na educação, Daniel destacou os resultados recentes da rede estadual. Dados do Ideb 2025 mostram que sete das dez escolas públicas de Ensino Médio com maiores notas no país pertencem à rede de Goiás. No resultado geral do Ensino Médio, o Estado alcançou nota 5,0 e ficou na segunda posição nacional, atrás do Paraná.
O governador também citou as Escolas do Futuro e o programa Goiás pelo Mundo. Segundo Daniel, mais de 21 mil jovens já passaram pelas unidades de formação profissional e 200 estudantes da rede pública participaram de atividades de imersão em inglês e capacitação tecnológica.
“A qualificação dos nossos jovens antecede o ingresso na universidade”, afirmou. Daniel defendeu uma ampliação do ensino profissionalizante e da preparação tecnológica dos estudantes para o mercado de trabalho.
Infraestrutura entra no centro do debate
Daniel também apresentou a infraestrutura como um dos eixos para os próximos quatro anos. Segundo ele, o Estado mantém mais de 800 obras em execução, das quais 84 seriam intervenções rodoviárias. O governador relacionou os investimentos à melhoria da mobilidade, ao escoamento da produção agrícola e ao desenvolvimento das diferentes regiões. Os números foram apresentados pela gestão durante o debate.
O tema provocou confronto com Luis Cesar Bueno (PT), que atribuiu ao governo federal participação importante em obras realizadas em Goiás e questionou a competitividade econômica do Estado. Daniel rebateu afirmando que o adversário conhecia pouco as intervenções em execução e citou projetos espalhados pelo território goiano.
Confronto com Marconi aumenta tensão
O embate mais acalorado envolvendo Daniel ocorreu no terceiro bloco, durante uma discussão com Perillo sobre hospitais, policlínicas e estruturas estaduais.
Marconi perguntou onde a atual administração havia construído hospitais, policlínicas e Escolas do Futuro e afirmou que parte das ações apresentadas pelo governo teria origem em projetos de suas administrações anteriores.
Daniel respondeu citando unidades e serviços em cidades como Jataí, Itumbiara, Goianésia, Formosa, Quirinópolis e São Luís de Montes Belos. Segundo o governador, a estrutura estadual de terapia intensiva, antes concentrada em poucos municípios, foi ampliada para diferentes regiões. Durante o debate, ele afirmou que os leitos estaduais passaram de pouco mais de 200 para cerca de 780 distribuídos em 22 cidades.
Marconi contestou a versão e acusou a atual gestão de atribuir a si obras iniciadas em seus governos. Foi nesse momento que Daniel elevou o tom.
“Marconi, você torce para o quanto pior, melhor”, afirmou.
O governador também acusou o tucano de ter recorrido à Justiça contra a construção do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora).
Hospital de Águas Lindas vira alvo de disputa
A discussão avançou para o Hospital Estadual de Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal. Daniel afirmou que Marconi realizou um evento relacionado à unidade quando a obra ainda não estava concluída e atribuiu à administração de Caiado a finalização e abertura do hospital.
“O povo de Águas Lindas sabe disso. Nós concluímos, gastamos mais de 100 milhões e colocamos para funcionar”, declarou Daniel.
Perto do encerramento, depois de novas críticas de Marconi e Wilder, Daniel recebeu direito de resposta. Em vez de responder separadamente às acusações, afirmou que pretendia concentrar sua participação nos “temas atuais e propostas sobre o futuro” e contrapôs a atual administração às experiências anteriores dos adversários.
Ao longo do debate, Daniel adotou duas linhas principais. Na defesa da gestão, apresentou números de hospitais, cirurgias, educação e infraestrutura. Nos confrontos diretos, questionou a trajetória e a atuação política dos adversários.
Vilela encerrou sua participação vinculando a campanha à continuidade e afirmando que pretende aprofundar políticas implementadas nos últimos anos. Para o governador, a próxima etapa deve combinar expansão da saúde regionalizada, qualificação profissional e obras de infraestrutura como instrumentos para estimular uma nova fase de desenvolvimento no Estado.
Da Redação
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