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Na Lupa: Depois de 16 anos no governo, Marconi vira ‘comentarista’ da saúde no debate da Globo
Os candidatos ao governo de Goiás participaram, nessa terça-feira (29), do debate promovido pela TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás. O confronto reuniu o governador Daniel Vilela (MDB), o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o senador Wilder Morais (PL-GO) e o ex-deputado estadual Luiz César Bueno (PT).
Durante os blocos, os candidatos respondiam a perguntas sobre temas específicos ou partiam para o confronto direto. Em um desses momentos, a saúde ganhou destaque no debate. Foi quando Daniel e Marconi confrontaram suas posições sobre o setor.
Perillo faz o papel de comentarista sobre a saúde goiana, como se fosse um colunista de futebol, e não alguém que governou o Estado por quatro mandatos, ou seja, esteve 16 anos à frente do Palácio das Esmeraldas, como se os gargalos da área nada tivessem a ver com o extenso período em que administrou Goiás.
A saúde é um problema nacional, não apenas local. Mesmo assim, os governos Caiado e Vilela deram um passo que Goiás ainda não havia conseguido completar: levar a saúde de média e alta complexidade para o interior, com hospitais, UTIs e policlínicas regionais, reforçar a rede do Entorno e criar o Cora para o tratamento do câncer.
Não é à toa que, na comparação com os quatro mandatos de Perillo, a dupla Caiado/Daniel obteve números superiores. Goiás passou de 19,5 mil leitos em 2017 para 20,9 mil em 2022 e, na rede estadual, saltou de 2 mil para 3,8 mil leitos entre 2020 e 2024, período em que as UTIs adultas passaram de 257 para 596, além da implantação de seis policlínicas regionais.
Sendo assim, não se pode esperar que, em apenas oito anos, sejam resolvidos todos os problemas que Marconi não conseguiu solucionar em dezesseis anos de governo.
Outro momento importante ocorreu durante a discussão sobre a valorização dos servidores goianos. Ao responder ao tucano, Vilela citou a antiga terceira classe da Polícia Militar e comparou a remuneração dos policiais nos dois períodos. “O soldado terceira classe ganhava R$ 1,5 mil no seu governo. Hoje, esse mesmo soldado ganha R$ 10,8 mil”, afirmou. O emedebista também lembrou a retirada da titularidade dos professores e a criação do Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual (Simve), posteriormente considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em suas considerações finais, Perillo não refutou as afirmações de Vilela e se limitou a fazer críticas genéricas aos governos do MDB no Estado.
Já Wilder criou o mantra “vou resolver”, mas sem detalhar suas propostas. Talvez tenha sido o debate mais morno do parlamentar, que preferiu defender mais a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do que a própria, assim como Luiz César fez com Lula. Coisas dos extremos ou de quem já sabe que não tem chance de ser governador e utiliza a campanha para fomentar as candidaturas presidenciais de seus partidos.
Faltando apenas quatro dias para a votação, o vento da continuidade sopra favoravelmente à candidatura de Daniel, que poderá decidir o pleito já no primeiro turno.
Da Redação
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