Renato Alves/Agência Brasília

A trajetória de Weligton Moraes, o baiano mais brasiliense da comunicação do GDF

Em um governo, seja municipal, estadual ou federal, a comunicação é a chave mestra que abre as portas da gestão para que a população tome conhecimento do que vem sendo feito. Na capital do País, a comunicação governamental começou a ganhar uma nova estrutura em 1990, após o período em que os governadores eram escolhidos por nomeação direta do presidente da República.

Durante o mandato do governador Wanderley Vallim (PTB), vice de Joaquim Roriz (PTR), o jornalista e economista Weligton Luiz Moraes, conhecido como Baiano e natural de Feira de Santana (BA), foi escalado para comandar a Secretaria de Comunicação do Distrito Federal. Antes dele, dois secretários já haviam passado pelo cargo, mas foi a partir de Weligton que a pasta começou a ser estruturada e se tornou estratégica para o governo eleito de Roriz.

Entre 1990 e 1994, Moraes teve papel importante na comunicação do GDF. Nesse período, ganhou espaço nos bastidores do Palácio do Buriti, onde ajudou a organizar a divulgação das ações do governo e o relacionamento com a imprensa. Foi ali que começou a construir a fama de homem forte da comunicação, que o acompanharia nos governos seguintes.

Se a primeira fase de sua trajetória na comunicação do Buriti foi marcada pela estruturação e organização da secretaria, na segunda, entre 1999 e 2002, durante o terceiro governo de Roriz, Weligton já era um dos secretários mais ouvidos pelo governador. À frente da pasta, cuidava da divulgação das obras e dos programas sociais, administrava a publicidade institucional e mantinha contato frequente com a imprensa.

Sua influência também aparecia nos momentos de crise. Em 2002, quando Roriz enfrentava denúncias envolvendo escutas telefônicas, foi Weligton quem levou o jornalista Paulo Fona para reforçar a equipe de comunicação do governador, como porta-voz. Nesse período, consolidou sua experiência como articulador e ganhou fama de power broker (estrategista influente que atua nos bastidores).

No último governo de Roriz, entre 2003 e março de 2006, Moraes foi além do trabalho de divulgar obras e programas do GDF. Em 2004, assumiu a presidência do Conselho de Comunicação Institucional, criado para coordenar as campanhas dos diferentes órgãos do governo.

Conhecedor dos bastidores do Palácio do Buriti, Weligton já havia conquistado a confiança de Roriz e passou a ter influência também nos rumos do governo. Essa foi uma das marcas de sua última passagem pela equipe do ex-governador.

Na gestão de José Roberto Arruda (DEM), entre 2007 e o início de 2010, Weligton comandou a Agência de Comunicação Social do DF (Agecom), órgão que substituiu a antiga Secretaria de Comunicação e ficou responsável pela divulgação das obras, dos programas e das ações do governo. A comunicação governamental ganhou espaço na televisão, com o GDF TV, que mostrava obras e programas da administração.

Nos governos de Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (PP), Weligton voltou a mostrar por que atravessou tantos períodos distintos no comando da Secom. Nos últimos oito anos, a meta foi ampliar a presença do governo nas redes sociais e nas diferentes mídias. Na era da comunicação digital, Weligton modernizou e preparou a pasta para os novos tempos, provando àqueles que diziam que seu tempo havia passado que estava mais atualizado do que nunca.

Com seis passagens pelo comando da Comunicação do GDF, Weligton Moraes atravessou diferentes governos e se tornou o nome mais reverenciado de Brasília quando o assunto é tornar conhecidas as realizações de um governo perante a população.

Da Redação

Fred Lima

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