Foto: Divulgação/Psol
NA LUPA: Distrital Fábio Félix tenta lacrar em cima de campanha do GDF
Por Fred Lima
A visão míope da lacração dos tempos modernos consegue enxergar unicórnios em céu de brigadeiro, sem nuvens. Se o cantor Luiz Caldas tivesse lançado Nega do Cabelo Duro (Fricote) este ano, sucesso de seu primeiro álbum, datado de 1985, a turma do lacre estaria entrando no Ministério Público contra a canção, acusando-a de ser racista.
Foi isso que fez o deputado distrital Fábio Félix (Psol) ao entrar com ação no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra uma campanha publicitária do Governo do Distrito Federal, onde mostra três peças ilustradas por uma pessoa negra, uma branca e outra parda. Os cabelos de cada uma delas simula uma árvore com seus galhos em chamas.
Para o parlamentar, a peça em que aparece a pessoa negra tem conotação racista, uma tentativa de fazer oposição irresponsável contra o governo, na busca implacável de encontrar pelo em sopa. Félix não se atentou que o conceito da agência de publicidade que produziu a peça foi mostrar que todas as raças vêm contribuindo para o aumento das queimadas. Segundo os dados oficiais, 80% delas foram ocasionadas pela ação do homem.
Em toda democracia, a oposição é importante para fiscalizar os atos do Poder Executivo. No entanto, quando age de maneira insensata, procurando apenas “se jogar para a galera”, perde a credibilidade.
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