Carlos Gandra/ Agência CLDF
Ping Pong com o deputado distrital Roosevelt Vilela
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) defendeu, nessa segunda-feira, 15, em entrevista ao programa Ping Pong, da Rádio Federal, a criação de um projeto-piloto para ampliar a presença da Polícia Militar nas ruas do Distrito Federal. A ideia, segundo ele, é testar o uso de viaturas com apenas um policial em regiões como Águas Claras, Guará ou Lago Sul.
Roosevelt afirmou que já tratou do assunto com o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, e que prepara uma indicação para que o governo estude o modelo. Para o parlamentar, a medida poderia dobrar a presença de viaturas em pontos estratégicos, sem exigir aumento imediato do efetivo.
O deputado disse ter estudado modelos de policiamento adotados fora do Brasil. Ele citou a Flórida, nos Estados Unidos, como exemplo de patrulhamento com um policial por viatura. Segundo Roosevelt, a simples presença do carro policial, com giroflex ligado, já teria efeito preventivo contra crimes.
Na entrevista, o distrital também defendeu o policiamento comunitário. Para ele, policiais deveriam atuar, sempre que possível, nas regiões onde moram ou conhecem a rotina da população. Roosevelt afirmou que isso aproxima a corporação dos moradores e melhora a capacidade de prevenção.
A segurança pública ocupou parte central da conversa. Roosevelt, que é subtenente veterano do Corpo de Bombeiros, afirmou que as corporações do DF tiveram a maior recomposição salarial de sua história. Segundo ele, o reajuste médio chegou a “30 e poucos por cento”, dividido em duas parcelas.
O parlamentar também citou avanços na carreira do Corpo de Bombeiros. Disse que a corporação conseguiu organizar promoções e reintegrar mais de 700 veteranos por meio de programas de retorno ao serviço, com acréscimo salarial de 30%.
Roosevelt afirmou, porém, que ainda vê pendências na Polícia Militar. Segundo ele, o modelo aplicado ao Corpo de Bombeiros pode servir de referência para resolver problemas de promoção na PM. “Eu tenho a receita”, disse o deputado, ao defender mais diálogo com o comando e o Estado-Maior da corporação.
O deputado também falou sobre o concurso do Corpo de Bombeiros. Ele afirmou que há expectativa de homologação até o início de julho, para permitir nomeações ainda neste ano e evitar restrições do calendário eleitoral. Roosevelt disse que tem tratado do tema com a governadora Celina Leão (PP).
Na área da saúde, Roosevelt destacou o SUS Candango, lei de sua autoria sancionada por Celina. Segundo ele, a proposta permite ao GDF criar uma tabela com valores mais atrativos para contratar hospitais, clínicas e médicos particulares quando a rede pública não conseguir atender a demanda.
O distrital afirmou que a medida pode ajudar a reduzir filas de consultas, exames e cirurgias. Ele citou o SUS Paulista como inspiração e disse que esteve em São Paulo para conhecer o modelo.
Como segundo-secretário da Câmara Legislativa, Roosevelt disse que também estuda usar a estrutura do Fascal, o plano de saúde da CLDF, para atender pacientes encaminhados pela rede pública. Ele citou, como exemplo, procedimentos de catarata para pessoas que aguardam na fila do SUS.
Roosevelt também tratou de política. Questionado sobre a posição do PL na eleição de 2026, afirmou que não há risco de divisão interna em relação à reeleição de Celina Leão. “O PL não vai lançar candidato a governo e Celina Leão é a nossa governadora”, declarou.
No fim da entrevista, o deputado antecipou que pretende destinar emenda parlamentar para ajudar na implantação de mais cinco escolas cívico-militares no DF. Segundo ele, o Distrito Federal tem hoje 25 unidades nesse modelo, sendo 17 ligadas ao Corpo de Bombeiros e oito à Polícia Militar. Assista:
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