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Na Lupa: Só um ‘terremoto do Nepal’ tiraria a eleição de Daniel ao Palácio das Esmeraldas

A nova rodada do Paraná Pesquisas acende um alerta para Marconi Perillo (PSDB). Daniel Vilela (MDB) aparece com 45,8% das intenções de voto, contra 24,9% do ex-governador, uma diferença de 20,9 pontos percentuais. O problema para Marconi não é apenas estar atrás, mas o tamanho da distância. Com Daniel perto dos 50% e o tucano enfrentando rejeição mais alta, uma simples reação nas pesquisas pode não ser suficiente.

Quando um candidato abre mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado nas pesquisas de opinião, a diferença tende a ser superada apenas diante de uma mudança relevante no cenário eleitoral, como um grande escândalo ou um erro gravíssimo de campanha. Isso ganha ainda mais peso quando a rejeição do segundo colocado chega a 48,8%, enquanto a do líder fica em 15,1%, mesmo com ele ocupando o principal cargo do Executivo estadual.

Com quatro mandatos como governador de Goiás, Perillo é a prova concreta de que, na política, a última impressão é a que fica. No último ano de mandato, o tucano teve 33,2% de aprovação e 32,4% de reprovação, segundo pesquisa Serpes/O Popular, praticamente um empate técnico, cenário bem diferente do registrado em seus três primeiros governos. Soma-se a isso a prisão de Marconi no âmbito da Operação Cash Delivery, em 2018.

Além do apoio do ex-governador e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), Daniel carrega o sobrenome do pai, o ex-governador Maguito Vilela, vítima da Covid-19. Existe, no senso comum goiano, a percepção de que o filho dará continuidade à obra iniciada pelo pai em 1995, quando Maguito assumiu o governo.

Marconi, hoje, diferentemente de 1998, quando venceu sua primeira eleição, é visto como um político analógico em uma era digital. Está datado, carrega o desgaste do último mandato e as marcas de sua prisão pela Cash Delivery. Para virar o jogo, seria necessário um grandioso acidente de percurso na campanha de Daniel, algo que, até agora, não ocorreu nas disputas pelo governo de Goiás.

Em outras palavras, só um “terremoto do Nepal”, daqueles capazes de mudar completamente o pleito, parece hoje ter força para tirar Daniel do caminho do Palácio das Esmeraldas.

Da Redação

Fred Lima

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