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SP: Tarcísio prepara reforma no governo e avalia mudanças em secretarias para 2027
Governador pretende dividir pastas, reorganizar a equipe e ampliar espaço de aliados políticos no segundo mandato; Natália Resende e Ricardo Salles estão entre os nomes cotados
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prepara uma reforma administrativa para o segundo mandato, que começa em janeiro de 2027. O planejamento inclui a divisão de secretarias, a transferência de integrantes da equipe e a possível nomeação de novos auxiliares. As mudanças também fazem parte das negociações com os partidos que apoiaram sua reeleição em outubro.
Uma das principais alterações em estudo envolve a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, comandada por Natália Resende. A proposta prevê a divisão da estrutura em duas pastas, com a separação das áreas de meio ambiente e infraestrutura. O formato definitivo ainda depende de decisão do governador.
Outra mudança poderá ocorrer na Secretaria da Fazenda e Planejamento. A intenção é criar estruturas independentes para as duas áreas, permitindo que o planejamento das políticas públicas tenha uma administração própria.
Natália Resende pode assumir a Casa Civil
A atual secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, aparece entre os nomes considerados para assumir a Casa Civil. Ela também é cotada para comandar a área de Planejamento, caso o governo confirme a divisão da atual estrutura econômica.
Natália ganhou espaço na administração paulista ao participar de projetos de infraestrutura, saneamento e concessões. Sua atuação também incluiu a coordenação de iniciativas relacionadas à desestatização da Sabesp e ao programa de investimentos do governo.
A eventual transferência para a Casa Civil colocaria a secretária no centro da coordenação administrativa do Palácio dos Bandeirantes. O cargo é responsável por acompanhar as ações das demais secretarias e auxiliar o governador na execução das prioridades do governo.
Na articulação política, a expectativa é de continuidade de Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos. Ele deverá permanecer responsável pelo relacionamento com deputados e partidos aliados, seja na Secretaria de Governo ou em outra função estratégica.
Segurança e Educação devem manter titulares
Duas áreas importantes da administração estadual poderão ter continuidade no comando. Na Segurança Pública, a tendência é de permanência do delegado Osvaldo Nico Gonçalves, que assumiu a secretaria após a saída de Guilherme Derrite.
Na Educação, o secretário Renato Feder também aparece entre os nomes que devem continuar no governo. A manutenção dos dois permitiria preservar projetos e medidas adotados durante o primeiro mandato.
Outra possibilidade discutida nos bastidores é a entrada do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) no primeiro escalão. O ex-ministro do Meio Ambiente é cotado para assumir a Secretaria da Justiça e Cidadania, embora ainda não exista confirmação oficial.
Partidos aliados disputam espaço no governo
A reorganização do secretariado também envolve a distribuição de cargos entre os partidos que participaram da campanha de reeleição de Tarcísio.
O Republicanos deverá ampliar sua presença no governo. O PL também busca ocupar novas posições, enquanto o PSD, presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, poderá perder parte do espaço conquistado no primeiro mandato.
Entre as áreas sujeitas a mudanças estão Turismo e Viagens, Esportes e Políticas para a Mulher. A Secretaria da Saúde também deverá ter novo comando, após a decisão de Eleuses Paiva de deixar o cargo.
As negociações procuram conciliar indicações partidárias com a escolha de profissionais que tenham experiência nas respectivas áreas de atuação.
Reforma também mira os próximos quatro anos
Reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos, Tarcísio inicia a preparação do segundo mandato em uma posição política diferente daquela de 2023, quando assumiu o governo paulista pela primeira vez.
A reorganização administrativa permitirá redefinir atribuições, distribuir responsabilidades e estabelecer prioridades para os próximos quatro anos.
Além das mudanças internas, a composição do secretariado poderá influenciar a relação do governo com a Assembleia Legislativa e as articulações políticas para as eleições municipais de 2028.
O governador ainda não anunciou oficialmente a nova estrutura nem confirmou todos os nomes que integrarão sua equipe. As decisões deverão avançar nas próximas semanas, conforme as negociações com os partidos aliados.
Da Redação
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